O motorista de um carro de luxo de modelo Mercedes atingiu um motociclista no cruzamento das avenidas Faria Lima e Gabriel Monteiro da Silva, Zona Oeste de São Paulo, na noite desta sexta-feira (2). Segundo testemunhas, o motorista desrespeitou o farol vermelho em uma conversão proibida.
O motociclista foi identificado como Adeilton Alves e, segundo a polícia, teve ferimentos leves e não corre risco de morte.
É o quarto caso de atropelamento de motoboy por carro em uma semana na capital paulista. Dois motociclistas que trabalhavam como entregadores de aplicativo morreram (saiba mais abaixo).
Segundo o irmão de Adeilton, Adriano da Silva Andrade, 32 anos, que também é motoboy, o motorista do carro estava bêbado.
“Eu cheguei ao local e cheguei a conversar com o motorista, ele estava dando risada. Até me alterei e fui para cima dele e os policiais não deixaram. Mas deu para ver que ele estava bêbado sim, porque ele se recusou a fazer o bafômetro, colocou até uma bala na boca. A policial me disse que não estava na ocorrência e não podia obrigá-lo a fazer, tinha de esperar outra viatura para fazer o bafômetro.”
“Mas deu para ver que ele estava alcoolizado, senti o cheiro de bebida e falei pra policial ‘esse cara está bêbado, olha o cheiro’, e ele deu risada na minha cara o tempo todo. Falei que ele ia pagar o medicamentos, a moto. Ele falou ‘vê o que vocês fazem aí ‘ e foi embora’. Fiquei com muita raiva”, afirma Adriano.
Inicialmente, testemunhas disseram que o homem estacionou a Mercedes e fugiu após o acidente, sem prestar socorro. Porém, a polícia não confirmou a informação e disse que o motorista só deixou o local após ele e sua família serem ameaçados por outros motociclistas. O motorista teria iniciado socorro ao motociclista e entregado seus documentos para a polícia.
O medo da família, agora, é a perda de renda da vítima com a moto quebrada, de acordo com Gizelia Conceição de Lima, 38 anos, assistente administrativa e cunhada de Adeilton
“Ele trabalha com entrega de delivery por aplicativos e ganha o sustento da família com a moto. Um dia sem trabalhar e ele já perde muito dinheiro. Se o motorista se recusar a ressarcir meu cunhado, vai ficar bem difícil. Espero que o motorista do carro ajude. A moto ficou bastante arrebentada, a seguradora falou que atingiu uma parte do motor e arrancou a bateria”, afirma.
De acordo com Gizelia, o motociclista foi atingido, mas não chegou a ser atropelado. Ele foi socorrido ao Hospital da Lapa, na Zona Oeste, levou pontos e foi liberado em seguida.
“Ele teve apenas ferimentos leves. Ele sofreu um corte profundo na perna, mas só levou uns pontos. Não chegou a quebrar nada, nem chegou a ser atropelado. O carro bateu nele e o arremessou no gramado [que divide as duas vias da avenida], o que foi a sorte dele. Ele caiu nas gramas, cortou a perna e quebrou a moto”, afirma.
“Pensamos no início que o motorista que bateu tinha omitido socorro, mas a polícia nos explicou que quando ele caiu pararam vários motoqueiros e começaram a chutar o carro, e ele estava com a família e ficou com medo. Tinha uma criança pequena no carro. Testemunhas nos contaram que o motorista fez uma conversão proibida com o sinal fechado, por isso os motoqueiros ficaram irritados”, conta Gizelia.
Um outro acidente aconteceu do outro lado da via a poucos metros e quase ao mesmo tempo.
Um automóvel Gol preto bateu em um poste na avenida Faria Lima, sentido Largo da Batata, na região do Jardim Europa. O motorista se feriu levemente e foi socorrido pela própria esposa.
Quarto caso em uma semana
É o quarto caso de atropelamento de motoboy por carro em uma semana na capital paulista. Dois motociclistas que trabalhavam como entregadores de aplicativo morreram.
Um deles morreu na noite de terça-feira (29) na Zona Sul de São Paulo após ser atropelado por um carro dirigido por um homem sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e com sinais de embriaguez ao volante. As informações são da polícia.
O veículo, um Fiat Uno que não pertencia ao condutor, fez uma conversão proibida, de acordo com os policiais. Izaias Rodrigues de Oliveira, de 66 anos, é pedreiro e foi preso em flagrante e indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
O acidente ocorreu por volta das 21h na Avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi. O entregador Luiz Henrique de Morais tinha 27 anos, era casado e morava em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
Luiz estava fazendo sua segunda entrega do dia com a moto de trabalho, quando o veículo dirigido pelo pedreiro fez uma curva proibida e atingiu o rapaz e a motocicleta.
Com o impacto, o motoboy e a moto caíram. Ele, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu. Outros motoboys que passavam pelo local pararam para tentar ajudar e filmaram o homem que atropelou o colega de profissão.
“Pensamos no início que o motorista que bateu tinha omitido socorro, mas a polícia nos explicou que quando ele caiu pararam vários motoqueiros e começaram a chutar o carro, e ele estava com a família e ficou com medo. Tinha uma criança pequena no carro. Testemunhas nos contaram que o motorista fez uma conversão proibida com o sinal fechado, por isso os motoqueiros ficaram irritados”, conta Gizelia.
Um outro acidente aconteceu do outro lado da via a poucos metros e quase ao mesmo tempo.
Um automóvel Gol preto bateu em um poste na avenida Faria Lima, sentido Largo da Batata, na região do Jardim Europa. O motorista se feriu levemente e foi socorrido pela própria esposa.
Quarto caso em uma semana
É o quarto caso de atropelamento de motoboy por carro em uma semana na capital paulista. Dois motociclistas que trabalhavam como entregadores de aplicativo morreram.
Um deles morreu na noite de terça-feira (29) na Zona Sul de São Paulo após ser atropelado por um carro dirigido por um homem sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e com sinais de embriaguez ao volante. As informações são da polícia.
O veículo, um Fiat Uno que não pertencia ao condutor, fez uma conversão proibida, de acordo com os policiais. Izaias Rodrigues de Oliveira, de 66 anos, é pedreiro e foi preso em flagrante e indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
O acidente ocorreu por volta das 21h na Avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi. O entregador Luiz Henrique de Morais tinha 27 anos, era casado e morava em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
Luiz estava fazendo sua segunda entrega do dia com a moto de trabalho, quando o veículo dirigido pelo pedreiro fez uma curva proibida e atingiu o rapaz e a motocicleta.
Com o impacto, o motoboy e a moto caíram. Ele, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu. Outros motoboys que passavam pelo local pararam para tentar ajudar e filmaram o homem que atropelou o colega de profissão.
A Polícia Militar (PM) foi chamada e prendeu o condutor do veículo. Segundo os agentes, ele foi levado ao 89º Distrito Policial (DP), Portal do Morumbi, na Zona Sul, onde se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas, ainda de acordo com os PMs, confessou ter ingerido bebida alcóolica antes de dirigir.
“Isso é algo que nunca vou esquecer na vida. Porque tirou pedaço de mim que é meu filho”, disse Maurício Pereira de Morais, pai de Luiz. “Os filhos têm que enterrar os pais, não os pais enterrarem os filhos dessa forma”.
Luiz trabalhava com entregas para uma hamburgueria. Segundo a família, ele e a esposa planejavam ter filhos futuramente.
“Destruiu uma família. A bebida não combina com volante”, disse Celina de Morais, tia do motoboy. “Esse homem está preso. Até quando estará preso?”
Na mesma terça-feira (29) outro motoboy foi atropelado por um carro na Rua Augusta, no Centro da capital paulista. Câmeras de segurança gravaram o momento que o veículo, que transitava na contramão, atinge o entregador e sua moto.
Ele foi socorrido e permanecia internado. O motorista que o atropelou fugiu com o carro sem prestar socorro à vítima.
Dois dias antes, no domingo (27) um motoboy morreu e outros dois ficaram feridos após serem atropelados por uma BMW dirigida por uma dentista na Rua Basílio da Cunha, no Cambuci, Zona Sul de São Paulo.
Ela foi presa em flagrante, mas depois foi solta pela Justiça para responder ao crime de homicídio e lesão corporal culposos, sem intenção de matar e de machucar. Para isso, a mulher teve de pagar uma fiança de R$ 22 mil. Um motoboy continuava internado.
fonte:g1








