A Braskem divulgou nesta sexta-feira (7), os números atualizados do mapa de desocupação das regiões atingidas pelo afundamento do solo em Maceió. Segundo a mineradora, 14.319 imóveis foram identificados até o momento e 12.426 estão desocupados, o que representa cerca de 50 mil pessoas que precisaram deixar as áreas consideradas de risco.
O agravamento da instabilidade no solo começou em 2018, com um tremor de terra e surgimento de rachaduras no bairro do Pinheiro. A partir daí, o problema se espalhou e atingiu os bairros vizinhos, Mutange, Bebedouro e Bom Parto.
Desocupação por áreas
Consideradas prioritárias, a área de resguardo em torno dos poços de sal e as zonas A e B do mapa definido pela Defesa Civil estão totalmente desocupadas desde abril do ano passado. A zona C também já está desocupada, e mais de 98% das famílias e comércios já se mudaram das zonas D, E, F e G.
Na zona H, incluída no Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação em dezembro de 2020, 84% dos imóveis estão desocupados. O prazo para encerrar a realocação nessa área, segundo o Termo de Acordo assinado entre a Braskem e as autoridades, vai até o final de 2022.
A Área 01, também definida em dezembro, já tem 43% dos imóveis realocados. Como se trata de uma área de monitoramento, os moradores podem aguardar o recebimento da indenização antes de se mudar ou esperar até dezembro de 2022, o que vier primeiro.
Negociação com os moradores
O Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação apresentou 6.122 propostas para os moradores desde que o Programa foi criado, há pouco mais de um ano. Em abril, foram apresentadas 675 novas propostas de compensação financeira.
Até o momento, 4.087 indenizações foram pagas às famílias da área de desocupação. A Braskem pagou cerca de R$ 827 milhões em indenizações, auxílios-financeiros e honorários de advogados.
Os dados constam do relatório mensal de acompanhamento do Programa, que é regularmente apresentado às autoridades e faz parte do Termo de Acordo para apoiar a desocupação dos bairros afetados pelo fenômeno geológico em Maceió.
fonte: G1








