A prefeitura de Maceió revogou a portaria que autorizava o funcionamento de buffets e salões de festas infantis com até 50% de capacidade. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município desta terça-feira (4), depois de uma recomendação do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL), que avaliou que a reabertura desses locais afronta as restrições da fase vermelha do distanciamento social controlado para controle da pandemia da Covid-19.
“A portaria que libera a realização de festas infantis em salões de festa é uma medida que afronta a tudo que está imposto porque pessoas estão morrendo constantemente. Todos os dias centenas e pessoas estão sendo infectadas, as escolas públicas estão fechadas, as empresas estão também em passos de tartaruga”, afirmou o procurador-geral da Justiça, Márcio Roberto de Albuquerque
O secretário municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social, Thiago Prado, justificou que a autorização atendia a uma necessidade do segmento, mas que agora vai buscar formular um protocolo sanitário que dê segurança a essa retomada.
“Entendemos que dentro da atribuição legislativa do Município caberia atender a esse pleito de importante segmento, que é o segmento dos proprietários e a todos os trabalhadores que envolvem os salões de festas, para que essa modalidade de evento pudesse retornar paulatinamente. Preferimos suspender essa portaria para que a gente possa, nos próximos dias, debater junto com o governo do estado e MP e demais entidade representativas desse segmento para que a gente estabeleça um protocolo de retomada”, disse o secretário.
Por outro lado, empresários do setor lamentam a proibição. É o caso da sócia de uma casa de festas de Maceió, Cristiane Rodrigues, que contou à reportagem que antes da suspensão as restrições eram seguidas, com mesas afastadas, agendamento de assentos e distribuição de álcool gel.
“A gente trabalhou dois meses com mesas afastadas, a gente ligava para cada família para saber quantas pessoas da família vinham e colocávamos as mesas com os nomes da família. Disponibilizamos álcool, todo mundo de máscara, as crianças usavam máscaras e os adultos também. A gente passou com o essencial para não fechar mesmo, ajustando as coisas de casa, mas não dá para fechar a conta”, relata Cristiane, ao comentar as dificuldades enfrentadas durante a pandemia.
Outra empresária do ramo de festas infantis é Priscila Cerqueira. Ela relatou que tem três empresas no setor, mas está difícil ter bons resultados.
“Eu tenho três empresas no ramo e está bem difícil. São itens que as famílias não conseguem ter uma festa em casa, as mães estão fazendo bem restrito em casa, só pai, mãe e a criança para não passar em branco. Então todo caso a gente está tendo essa dificuldade porque as festas não estão acontecendo, então a gente está vendendo o mínimo possível para podermos sobreviver, pelo menos o alimento da minha família que não pode faltar”, disse a empresária.
Fonte: G1








