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De acordo com informações da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, o primeiro vazamento foi identificado na quinta-feira, 5 de fevereiro, durante a realização de uma obra interna na estação. Equipes técnicas foram acionadas para conter o problema, e o reparo inicial foi concluído na tarde de sexta-feira. No entanto, durante o processo de reativação do sistema, o aumento da pressão na tubulação acabou provocando um novo rompimento, desta vez em outro ponto da estrutura.
segundo vazamento foi registrado por volta das 17h50, poucas horas após a conclusão do primeiro conserto. Técnicos voltaram a atuar no local, mas, cerca de uma hora e meia depois, um terceiro rompimento foi identificado, agravando a situação. Com isso, a ETA Guandu passou a operar com capacidade reduzida, o que levou à comunicação imediata das concessionárias responsáveis pela distribuição de água nas áreas abastecidas pelo sistema.
O impacto do vazamento foi sentido diretamente por moradores e comerciantes do entorno da estação. Ao menos 18 residências foram atingidas, além de 11 imóveis comerciais, seis salas comerciais e um imóvel de uso religioso. A força da água invadiu ruas e propriedades, causando danos estruturais e materiais. Diante do risco, algumas famílias precisaram ser retiradas de suas casas por segurança.
As pessoas afetadas receberam atendimento emergencial, com fornecimento de água potável e alimentação. Para os moradores que não puderam permanecer em suas residências, foi disponibilizada hospedagem temporária. A Defesa Civil acompanha o caso desde as primeiras horas do incidente, monitorando a área e prestando apoio às famílias atingidas.
A companhia informou que iniciou o cadastramento dos moradores e comerciantes afetados para levantamento detalhado dos prejuízos. Um inventário dos danos está sendo elaborado com o objetivo de garantir o ressarcimento adequado. Veículos que sofreram avarias já passaram por vistoria da seguradora contratada, e a previsão é que o pagamento das indenizações comece a partir de segunda-feira, 9 de fevereiro.
Enquanto isso, equipes técnicas seguem trabalhando para concluir o reparo definitivo da tubulação. A expectativa da Cedae é finalizar os trabalhos até o fim deste sábado, 7 de fevereiro. Após a conclusão do conserto, a normalização da produção de água deverá ocorrer de forma gradual, para evitar novos incidentes provocados por variações bruscas de pressão.
Em comunicado oficial, a companhia pediu desculpas à população pelos transtornos causados e afirmou que está empenhada em restabelecer integralmente o funcionamento do sistema no menor prazo possível. O episódio reacende preocupações sobre a infraestrutura do sistema de abastecimento de água da região e os impactos que falhas técnicas podem causar à rotina e à segurança da população.
fonte: polinvestimento









