O governo do Irã voltou a adotar um discurso duro neste domingo, 11, ao afirmar que responderá militarmente caso seja alvo de um ataque aéreo conduzido pelos Estados Unidos. Segundo autoridades iranianas, uma eventual ofensiva norte-americana provocaria retaliações diretas não apenas contra bases militares dos EUA, mas também contra Israel, ampliando o risco de um conflito de grandes proporções no Oriente Médio.
Confira detalhes no vídeo:
A ameaça foi feita em um momento de forte instabilidade política interna. O país enfrenta uma nova onda de protestos populares contra o regime, com manifestações espalhadas por diferentes regiões e reprimidas pelas forças de segurança. As mobilizações refletem a insatisfação de parte da população com a situação econômica, a repressão política e a ausência de liberdades civis, aumentando a pressão sobre o governo iraniano.
O clima de tensão se intensificou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que seu país está “pronto para ajudar” os manifestantes iranianos. Embora Trump não tenha detalhado o tipo de apoio, a fala foi recebida em Teerã como uma ameaça velada e uma tentativa de interferência direta nos assuntos internos do Irã. Autoridades do país classificaram a declaração como provocação e justificaram o tom mais agressivo adotado nas últimas horas.
De acordo com o discurso oficial iraniano, qualquer ação militar contra o país será encarada como um ato de guerra e receberá resposta imediata. O governo destacou que possui capacidade de atingir alvos estratégicos na região e que não hesitará em usar seus recursos militares caso sua soberania seja violada. A menção explícita a Israel reforça o grau de tensão, já que o país é considerado um dos principais aliados de Washington no Oriente Médio.
Analistas avaliam que o Irã tenta, ao mesmo tempo, conter a crise interna e evitar demonstrar fragilidade diante da pressão externa. Ao adotar uma postura de confronto, o regime busca passar uma imagem de força tanto para seus adversários internacionais quanto para sua própria população. O discurso também funciona como um aviso para desestimular qualquer ação militar, ao elevar os possíveis custos de um ataque.
Enquanto isso, os Estados Unidos mantêm uma postura ambígua. As declarações de Trump indicam apoio político aos manifestantes, mas não há confirmação oficial sobre planos imediatos de ação militar. Ainda assim, a retórica contribui para aumentar a desconfiança e a tensão entre os dois países, que já possuem um histórico de confrontos diplomáticos e sanções econômicas.
A comunidade internacional observa o cenário com preocupação. Um confronto direto envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel poderia desestabilizar toda a região, afetar o fornecimento global de energia e provocar impactos econômicos em escala mundial. Governos e organismos internacionais acompanham os desdobramentos, temendo que a combinação de protestos internos e ameaças externas leve a uma escalada difícil de controlar.
Por enquanto, a situação permanece indefinida. O Irã segue enfrentando manifestações internas enquanto reforça o discurso de defesa contra possíveis ataques. Do outro lado, os Estados Unidos mantêm pressão política e retórica firme. O equilíbrio entre esses fatores torna o momento especialmente delicado, com riscos que vão muito além das fronteiras iranianas.
Fonte: PensandoDireita








