O Governo do Distrito Federal (GDF) estuda incluir medicamentos a base de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, no protocolo de atendimento para a redução de peso de pessoas com obesidade mórbida no Sistema Único de Saúde (SUS) da capital federal.
A governadora em exercício Celina Leão (PP) explicou a medida durante a inauguração do novo campo de futebol sintético na Vila Dnocs, em Sobradinho (DF), nesta quarta-feira (7).
Segundo Celina Leão, a intenção do governo é oferecer o tratamento com tirzepatida para pacientes na rede pública de saúde. “Porque isso é política de pública de saúde sim”, afirmou Celina.
“A tecnologia de ponta tem que estar a disposição do SUS para as pessoas que mais precisam. Você imagina o número de cirurgias que vamos economizar, o número de pessoas que não vão sofrer infartos pelo excesso de peso. Nós vamos investir sim em saúde, em esporte, muito em educação”, disse a governadora.
Celina Leão informou que já solicitou o começo dos estudos para a adoção do protocolo de tratamento para perda de peso à Secretaria de Saúde do DF.
Custos da obesidade pata o sistema de saúde
A obesidade mórbida (IMC ≥40 ou >150 kg em adultos médios) sobrecarrega o SUS com comorbidades graves e custos elevados, representando 23,8% dos gastos totais com obesidade apesar de prevalência baixa (0,5-1% da população adulta).
Principais Problemas de Saúde
Pacientes >150 kg enfrentam riscos multiplicados, demandando intervenções complexas:
| Comorbidade | Prevalência/Impacto | Complicações SUS |
|---|---|---|
| Diabetes Tipo 2 | 90% dos casos; causa 58% carga global IMC alta. | Insulina diária; amputações (R$ 50-100k/caso). |
| Doenças Cardiovasculares | Infarto/DIC 21% atribuível; hipertensão 80%. | Cirurgias cardíacas (R$ 100-200k); UTI prolongada. |
| Apneia do Sono | 70-80%; ventiladores CPAP custosos. | Insônia crônica; acidentes; ventilação mecânica. |
| Mobilidade/Ortopedia | Artrose joelhos/quadris; cirurgias bariátricas. | Próteses adaptadas; leitos reforçados. |
| Câncer/Outros | Fígado, mama, cólon; infecções recorrentes. | Quimio/radio (R$ 200k+); feridas crônicas. |
Mortalidade 2-3x maior; expectativa de vida -10 anos.[4]
Custos para o SUS
- Por Paciente/Ano: R$ 33 mil (saúde suplementar; SUS similar ajustado), 4,3x obesidade comum (R$ 7,7k).[5]
- Total Obesidade SUS (2011): R$ 488 mi; mórbida R$ 116 mi (23,8%).[1]
- Atual/Projeções: Obesidade geral R$ 3,45 bi (2018); mórbida ~20-25% (R$ 700 mi).[3] Bariátrica: R$ 31 mi (2003-2011); 26k cirurgias SUS.[6]
- Projeções: Infantojuvenil R$ 3,84 bi até 2060; geral até US$ 220 bi (4,6% PIB).[4][7]
Desafios SUS:
Leitos especiais, equipamentos reforçados (berços >200kg), equipes multidisciplinares. Prevenção (educação, atividade) economiza 25-50% custos.
Fonte: BSBREVISTA








