Ministros do Supremo Tribunal Federal correram para formar um cordão de proteção em torno de Alexandre de Moraes depois das notícias de que ele teria pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em defesa do Banco Master. Nos bastidores, a narrativa é simples: a culpa é da oposição, o STF “apanha de graça” e tudo não passa de “tempestade em copo d’água”. Conveniente — desde que ninguém olhe para o copo.
No pacote de solidariedade entrou também Dias Toffoli, relator do caso envolvendo o próprio Master, que recebeu apoio dos colegas após viajar à final da Libertadores no mesmo voo particular de um advogado ligado ao banco. Coincidência, dizem. Normalidade institucional, garantem. Se fosse um político comum, seria escândalo. Como envolve toga, vira estudo meteorológico: quanto mais nuvem no céu, mais insistem em dizer que está “tudo claro”.
Moral da história: quando a Corte minimiza o problema, o cidadão entende outra coisa — não é “tempestade em copo d’água”. É o copo transbordando, e a conta ficando para quem assiste.
Fonte: CesarWagner.com.br








