O ministro Alexandre de Moraes afirmou que, antes de analisar o pedido com base em razões de saúde, avaliou de forma detalhada a possibilidade de concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro e concluiu que, neste momento, não estão presentes os requisitos para a medida. Entre os fundamentos citados está o relatório da Polícia Federal que aponta indícios de violação da tornozeleira eletrônica, inclusive com registro fotográfico de sinais compatíveis com uso de ferramenta de solda, além do risco de fuga, considerado a partir da proximidade da residência com o setor de embaixadas e do período em que Bolsonaro permaneceu na embaixada da Hungria.
Quanto ao estado de saúde, Moraes destacou que as mesmas condições previstas para eventual prisão domiciliar estão disponíveis na unidade da Polícia Federal onde o ex-presidente cumpre a custódia, que conta com equipe médica 24 horas e proximidade de hospital particular. Laudo pericial entregue ao Supremo pela PF confirmou a existência de condições médicas, apontando que uma cirurgia não é considerada urgente, mas registrou episódios frequentes de soluços — entre 30 e 40 por minuto — indicando a necessidade de intervenção específica, cabendo agora à defesa informar a data do procedimento.
Fonte: CesarWagner








