Augusto de Arruda Botelho participou de episódios que buscaram desqualificar delegados da PF; parte das decisões foi depois invalidada por Toffoli
O advogado Augusto de Arruda Botelho — que recentemente esteve no mesmo jatinho que levou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Lima, no Peru — já era um nome conhecido na Corte por sua atuação em episódios ligados à Operação Lava Jato. Botelho defendeu Márcio Faria, executivo da Odebrecht que chegou a cumprir pena pelos esquemas de corrupção envolvendo a Petrobras.
Boa parte das investigações que atingiram Faria viria a ser anulada anos depois por decisões de Toffoli, sob a justificativa de que havia “conluio” entre a força-tarefa do Ministério Público Federal e a Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da operação. As informações foram publicadas pela coluna de Claudio Humberto, no Diário do Poder.
Botelho apareceu em caso de dossiê contra delegados da Lava Jato
Em outro episódio, Botelho ganhou destaque por sua participação em uma trama que envolvia um dossiê usado para tentar desqualificar delegados da Polícia Federal. O material atribuía aos investigadores críticas ao PT e elogios ao PSDB, sugerindo que haveria motivações políticas dentro da operação.
O caso gerou tanta controvérsia que, em abril de 2016, o advogado chegou a ser indiciado, embora a PF não tenha comprovado que ele tenha financiado a elaboração do documento.
Ligação com o grupo Prerrogativas
Arruda Botelho também integra o Prerrogativas, grupo de advogados alinhados ao PT e que teve atuação direta na ofensiva jurídica que resultou no desmonte da Lava Jato, fragilizada por decisões posteriores do Supremo.
O episódio da viagem de jatinho — revelado enquanto Toffoli assumia a condução do caso Master, que envolve executivos do banco — reacendeu questionamentos sobre a proximidade entre o ministro e advogados que atuam em processos sob sua relatoria.
Fonte: ContraFatos








