O CRB chegou pela 13ª vez seguida à decisão do Campeonato Alagoano. Sábado, na semifinal, venceu o Murici com facilidade por 3 a 0, no Rei Pelé, e tenta também neste ano um tricampeonato.
Na história, o Galo tem 33 títulos estaduais e chegou ao tri três vezes em Alagoas. Na primeira, ganhou em 1937, 1938 e 1939. Depois, levantou a taça ainda em 1940 e fez desse tri um tetra.
A maior goleada do clássico
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Bola do jogo da Sofia em 1939 — Foto: Leonardo Freire/GloboEsporte.com
O jogo marcante do tri de 1939 foi a maior goleada da história do clássico contra o CSA. No dia 1º de outubro daquele ano, o CRB venceu o rival na Pajuçara por 6 a 0, gols marcados por Arlindo (2 vezes), Duda (2 vezes), Regis e Ramalho.
Em 2020, o historiador Lauthenay Perdigão explicou ao ge porque esse clássico passou a ser chamado de Sofia.
– Na entrevista que fiz com o ex-jogador Cláudio Régis, ele disse que o centroavante do CRB chamado Arlindo, que assinalou dois gols naquele clássico, criava uma cabra no campo da Pajuçara chamada Sofia, e por ela tinha um cuidado todo especial. Arlindo gostava de cantar uma modinha que falava nos vinte e cinco animais do “jogo do bicho” – lembrou Lauthenay, e continuou:
– E, quando chegava no número seis (cabra), ele dava uma paradinha e fazia alusão à goleada dos 6 x 0. Os jogadores gostaram, passaram para a torcida e a gozação foi geral. Foi um jogo histórico pela goleada, que, através dos anos, nunca foi igualada.
O base do time campeão estadual em 1939 tinha: Humberto; Osvaldo e Bacurau; Ariston, Gabino e Gilfredo; Cláudio Régis e Ventania; Arlindo, Duda Bocão e Ramalho.
Joãozinho e o segundo tri do Galo
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Joãozinho Paulista, ídolo do CRB — Foto: ASCOM CRB
Na década de 70, o CRB montou um dos melhores times de sua história e foi buscar o segundo tri entre 1976 e 1978, ganhando o tetra em 1979.
Joõazinho Paulista, maior ídolo do clube, foi um dos destaques desse tri na década de 70, ao lado do ponta Silva, e lembrou como era o Galo nesse tempo.
– Na nossa época, tínhamos jogadores que enchiam os olhos, de alto nível, que estão na nossa lembrança até hoje. E nós fomos tricampeões com jogadores como o Carlinhos do Pontal, Enéias, Capela, Itamarzinho, Marcos Careta, César, Silva, Deco, Jorge da Sorte, Ênio Soares, Rato Branco. Eram jogadores que definiam o que é o CRB. A qualidade do time comandado por Jorge Vasconcelos era impressionante, montamos um timaço – lembrou João, acrescentando:
– Naquele ano (1978), eu fui vice-artilheiro, com 16 gols, e o artilheiro foi o Jorge da Sorte, com 18. Nós trabalhamos para fazer o Jorge artilheiro. Ele era um jogador de velocidade e eu era mais centralizado. Então, nós trabalhamos em conjunto, explorando as qualidades de cada um e conseguimos, além do título de campeão, fazer o goleador do campeonato.
O time campeão do CRB disputou a final do estadual de 1978 com: César; Carlos Alberto, Itamarzinho, Marcus e Flávio; Deco, Mundinho e Jairo Mendonça; Jorge da Sorte ( Enéias), Joãozinho Paulista (Marcos Costa) e Silva.
E o gol do tri foi mesmo do Neto
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Neto Baiano marcou na final do Alagoano de 2017 — Foto: Jonathan Lins/G1
O terceiro tri do CRB veio entre 2015 e 2017, tendo como destaque o artilheiro Neto Baiano. Ele marcou dois gols na final de 2016, contra o rival CSA, e foi decisivo mais uma vez no ano do tricampeonato.
O time de 2017 disputou a final com: Juliano; Edson Ratinho, Adalberto, Gabriel e Diego; Adriano, Danilo Pires, Yuri e Chico; Mailson e Neto Baiano. O técnico era Léo Condé e, na decisão, o Galo bateu o CSA por 3 a 2, gols de Adalberto, Mailson e Neto Baiano
O centroavante, nesse ano, virou até música nas arquibancadas do Rei Pelé. Para provocar os azulinos, os regatianos cantavam que o time iria conquistar o tri do Alagoano e o gol decisivo seria do Neto. Dito e feito.
Na época, o camisa 9 disse que adorou a homenagem e ficou ainda mais motivado.
– Em todos os clubes que passei, sempre tive alguma música. Essa, do nosso torcedor, eu gosto muito. E isso motiva demais. Quem não gosta de receber um carinho como esse do torcedor? Só me deixa mais confiante a fazer um bom trabalho com a camisa do clube – comentou Neto.
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Formação do CRB contra o Murici na semifinal de 2024 — Foto: Ailton Cruz
Como serão as finais de 2024?
Para isso chegar ao quarto tri de sua história, o CRB precisa vencer ASA ou CSE na grande final, com jogos marcados para 30 de março e 6 de abril.
O Galo, por ter feito a melhor campanha do estadual, tem a vantagem de disputar a finalíssima diante de sua torcida, no Rei Pelé. Nesse mata-mata decisivo, se houver empate na soma dos resultados, o campeão será conhecido nos pênaltis.
Montada pelo técnico Daniel Paulista, a base do CRB em 2024 tem: Matheus Albino; Hereda, Fábio Alemão, Saimon e Willian Formiga; Falcão, Rômulo, Gegê e Jorginho; Léo Pereira e Anselmo Ramon.
Taças do CRB no Alagoano
Os 33 títulos – 1927, 1930, 1937, 1938, 1939, 1940, 1950, 1951, 1961, 1964, 1969, 1970, 1972, 1973, 1976, 1977, 1978, 1979, 1983, 1986, 1987, 1992, 1993, 1995, 2002, 2012, 2013, 2015, 2016, 2017, 2020, 2022 e 2023.
Fonte: GloboEsporte








