O Supremo Tribunal Federal (STF) aponta uma maioria indicativa para rejeitar a denúncia de corrupção e lavagem de dinheiro contra Gleisi Hoffmann, presidente do PT. A Corte também sugere uma maioria contrária a tornar réus os demais citados na acusação: o ex-ministro Paulo Bernardo Silva e os empresários Marcelo Odebrecht e Leones Dall’agnol.
A maioria dos ministros do STF, alinhando-se ao voto do relator Edson Fachin, propõe o arquivamento do processo devido à ausência de justa causa. O relator argumenta que a ação contra Hoffmann traz lacunas investigativas intransponíveis, especialmente em relação à acusação de recebimento dissimulado de valores por meio de lavagem de dinheiro.
A denúncia contra Gleisi Hoffmann foi apresentada em 2018 pela Procuradoria-Geral da República no contexto da Operação Lava Jato, envolvendo o suposto repasse de R$ 5 milhões da empreiteira Odebrecht para a campanha da deputada ao governo do Paraná em 2014. Em setembro deste ano, a própria PGR enviou uma manifestação ao STF, indicando a falta de indícios fundamentais para sustentar a acusação. A decisão do Supremo ocorreu em plenário virtual, com a participação de ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que acompanharam o voto do relator.
Fonte: pensandodireita








