A advogada Tainá discursou durante a audiência pública que ouviu familiares e advogados das pessoas que foram presas em massa a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e relatou sua experiência como irmã e advogada de presos, enfatizando a importância de que todos saibam o que está acontecendo e também de que os parlamentares passem a agir, já que os presos não têm meios legais para se defenderem.
A advogada questionou: “onde estava a imprensa, nos 70 dias incansáveis que eu fiquei lá dentro da Papuda e da Colmeia? Eu não vi. Eu não vi a imprensa em lugar nenhum. Ninguém me parou na rua, ninguém me perguntou o que aconteceu. Ninguém. Mas eu vi a imprensa tachar todos como ter***, eu vi a imprensa falar que todos eram bandidos”.
Tainá relatou que procurou os parlamentares ao entrar em desespero por ver que as defesas dos presos são simplesmente ignoradas. Ela disse: “a gente não tem voz, a gente tenta falar dentro do processo e ninguém responde. É como se a gente não estivesse trabalhando, nada acontece, nada acontece. Até que eu falei: vou ter que ir na Câmara. Nunca fiz isso na minha vida, sempre tive horror à política. Mas, como diz sua mãe e o meu pai, quem não discute política sofre política”. E eu vim aqui num grito de socorro pedir ajuda, porque alguém tinha que falar por mim, já que, tudo que eu fazia, ninguém estava me ouvindo”.
Tainá relatou que muitas famílias só têm notícias de seus parentes graças aos advogados que procuram ajudar no interior das penitenciárias. Ela disse: “eu me sinto est…, juridicamente, todos os dias, vendo essa barbárie acontecer, e ninguém… a mídia não fala absolutamente nada, ela fala o que interessa a ela. A mídia, nesse país, só funciona para um lado”.
Fonte: atrombetanews








