O número de pessoas fora de casa por causa do transbordamento de rios e lagoas que inundaram diversas cidades de Alagoas caiu para 7.364 nesta terça-feira (11). Até segunda (10), eram 25 mil pessoas desabrigadas e desalojadas, mas a maioria conseguiu retornar para suas casas depois que o nível da água baixou.
Arnaldo de Oliveira foi um deles. Ele mora em Murici, uma das cidades afetadas pela chuva e que computou quase 800 pessoas desalojadas e desabrigadas nessa última enchente. Ele perdeu tudo e precisou deixar sua casa temporariamente. Depois de dias de temporal, a chuva deu uma trégua e o Arnaldo pôde voltar para casa nesta terça-feira, mas teve que encarar as dificuldades do recomeço.
“A água veio de vez e não teve condição de tirar as coisas e eu perdi tudo, ficou tudo destruído. Hoje voltei, não tinha cama, não tinha colchão, não tinha nada. Forrei um pano e dormi no chão. Perdi tudo o que comprei, não escapou nada. Agora é reconstruir de novo”, lamentou.
Assim como o Arnaldo, a Rosenilda ainda tenta contabilizar todo o prejuízo que teve com a enchente. A casa dela fica às margens do Rio Mundaú. Em poucos minutos ela viu tudo o que conquistou com muito trabalho se perder com a água da chuva. Depois de passar quatro dias em um abrigo, ela se prepara para retornar para casa com a família.
“Eu saí de lá na sexta-feira só com a roupa do corpo. O Mundaú é na porta da minha cozinha, a água entrou e molhou tudo, guarda-roupa, estante, sofá. Está tudo molhado, não deu para aproveitar nada. Era para eu voltar para casa hoje, meu marido foi lá para ver como estava a situação, mas está muita bagunça. Está difícil”, disse.
Em Matriz do Camaragibe, Litoral Norte de Alagoas, a Josineide reviveu o drama de ter a casa invadida pela água. Ela disse que teve que sair de casa com a água na cintura.
O boletim mais recente da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), divulgado no final da manhã, indica que ainda há 3.404 pessoas desabrigadas, que perderam suas moradias definitivamente, e 3.959 pessoas desalojadas, que precisaram sair de casa temporariamente, por questão de segurança.
O estado decretou situação de emergência em 32 cidades. As pessoas que tiveram que deixar suas casas vão receber do Governo Federal um auxílio no valor de R$ 800, fomento rural no valor de R$ 4.600 e antecipação do Bolsa Família e do FGTS.
Fonte: G1








