O senador Marcos Rogério, em seu primeiro discurso da tribuna ao retornar ao Senado, comparou as declarações e compromissos assumidos por Lula durante a campanha eleitoral aos atos de Lula como presidente, apontando a brutal diferença. O senador disse: “Quando vimos e ouvimos um Presidente da República trilhando o caminho do ativismo político-ideológico de maneira deliberadamente hostil aos princípios e valores da nação, é impossível que não tenhamos uma reação firme e contundente”.
O senador Marcos Rogério descreveu a importância do Foro de São Paulo e rebateu as narrativas de setores da esquerda brasileira que afirmam que não existiria um desejo de implantar o comunismo. Ele explicou: “É óbvio que em pleno século XXI não podemos mais falar apenas em comunismo, mas em comunismos, dada a pluralidade de versões incorporadas ao longo dos anos a esse viés ideológico desde a versão marxista do século XIX. Os próprios países que implantaram o regime comunista não o fizeram de forma absolutamente igual, mas a base totalitária é sempre a mesma. Não há espaço para liberdades e direitos fundamentais. Os progressistas, que amam as pautas dos costumes, precisam saber disso. Os ideais comunistas precedem a Karl Marx, já existiam antes dele, e não morreram com ele, assim como não morreram com Lenin, com Stalin ou com Fidel Castro. O comunismo sempre elegeu quatro inimigos: Deus, família, Estado e propriedade. Quem lê os documentos do Foro de São Paulo verifica claramente que os propósitos dos seus membros continuam sendo exatamente os mesmos”.
O senador expôs como Lula vem verbalizando suas ideias e propostas comunistas, manifestando-se contra a propriedade privada e o direito de defesa próprio e da propriedade, além de manifestar seu desprezo à família e ao patriotismo. Marcos Rogério disse: “Ora, a negação desses valores fundamentais, todos relativos às liberdades individuais e coletivas, é um terrível ataque à nação brasileira. Não é apenas um ataque à democracia, mas um ataque à própria nação, à alma brasileira, ao povo brasileiro e à sua história. Um marxismo cultural indisfarçado, pregado por um dirigente político à frente de um Estado nacional, e, portanto, detentor de poder conferido através do voto. Isso faz do comunismo proclamado não apenas uma ideologia, mas um projeto de poder entranhado nas estruturas do Governo brasileiro”.
O senador Marcos Rogério questionou: “o Presidente Lula está à frente do Governo para governar para todos os brasileiros ou para implantar uma agenda ideológica comum aos seus pares do Foro de São Paulo?” (…) “O que se pode esperar de um governante que considera que o conceito de democracia é relativo e que varia conforme o entendimento de cada indivíduo?”. O senador comparou: “Olha, se fosse o ex-Presidente a dizer essa frase, certamente a militância petista, a esquerda brasileira já estaria a pedir a prisão de Bolsonaro por uma frase dessa, mas foi o Lula que a disse”.
O senador leu trechos da carta de Lula aos brasileiros na campanha eleitoral, na qual Lula dizia respeitar a família e os valores cristãos, entre outros valores que agora admite desprezar. Enquanto Marcos Rogério lia trechos da carta, o senador Esperidião Amin pediu um aparte e comentou que o texto da carta de Lula era o texto de um cristão, e disse: “Eu subscreveria isso que o Presidente Lula, como candidato, escreveu. Por isso, eu estranho muito o que ele tem declarado ultimamente”.
O senador Marcos Rogério respondeu: “Além de estranho, é algo que ofende a alma dos brasileiros. O compromisso que fez na condição de candidato é desfeito dia a dia na condição de Presidente, atacando as pautas da família, dizendo que esse é um tema a ser enfrentado – e foi o discurso dele no Foro de São Paulo –, atacando a questão da propriedade, atacando um setor que é vital para a economia do Brasil, que é o setor do agronegócio, e agora atentando contra a democracia.
Fonte: folhadapolitica.








