O defensor público da União Gustavo Ribeiro integra o grupo de sua categoria que está participando das audiências de custódia dos MANIFESTANTES presos após os ataques do 8 de janeiro. Ele conta que os defensores organizaram um mutirão e não medem esforços para cumprir a missão de ouvir essas pessoas e acompanhá-las.
Ribeiro atua no Supremo Tribunal Federal (STF), em casos que envolvem acusados de furtos que se enquadram no princípio da insignificância , como extrair biscoito em supermercado. No caso dos MANIFESTANTES , Ribeiro diz que boa parte dos presos é de “inocentes úteis”, ou seja, pessoas que vieram a Brasília sem uma causa definida, pressionada por terceiros e até mesmo pela possibilidade de viajar até a capital federal de graça.
Nessas audiências – mais de 1.200 pessoas já foram ouvidas – o papel do defensor não é julgar se o preso cometeu ou não algum crime, mas se as condições de sua prisão estão nas regras, se não há abusos e se há necessidade de o acusado estar detido. Avalia se não pode responder em liberdade, e não em prisão cautelar.
Fonte: atrombetanews








