‘Vacinar ainda é a melhor forma de prevenir contra a meningite’, é o que diz o infectologista Renne Oliveira. Com a campanha ampliada, os especialistas esperam bater meta do Ministério da Saúde, que é de vacinar 95% do público-alvo.
Na capital, a procura pela vacina ainda segue abaixo do esperado. Por isso, o médico chama a atenção para a necessidade de vacinar para evitar o contágio da doença.
“A meningite é uma doença infecciosa, causada por vírus, bactérias e, às vezes, fungos. É uma doença que consiste no processo inflamatório das meninges, que são membranas que cobrem o cérebro e a medula espinhal. E as vacinas contra ela estão presentes no nosso calendário vacinal”, disse o médico.
A meningite é uma doença que pode deixar sequelas, como perda da audição e visão, epilepsia e paralisia cerebral. Em casos mais graves, pode até matar. Ao menos quatro estados brasileiros já registraram surtos da doença este ano.
No mês passado, uma menina de 7 anos morre de meningite viral em Maceió. Ketillyn Sofia sentiu sintomas da doença e poucos dias faleceu. Em Alagoas, a Secretaria da Saúde registrou cinco óbitos por meningite em 2022.
A preocupação dos infectologistas é que com a diminuição na cobertura vacinal os casos aumentem. Renee Oliveira diz que é preciso ficar atento aos sintomas, em caso de contaminação.
“Caso isso aconteça, o paciente deve dar entrada no sistema de saúde o mais rápido possível, buscar um local de pronto atendimento, geralmente UPAs, e ser transferido para os hospitais especializados para receber os cuidados necessários”, explicou.
A doença pode ser transmitida por via respiratória por meio de gotículas que se dissipam no ar quando a pessoa fala, espirra ou tosse, por exemplo. Em casos mais raros, a contaminação pode acontecer através de água contaminada.
A Prefeitura de Maceió ampliou a vacinação com a Meningocócica C, que protege contra a meningite, para a população em geral não vacinada. A medida será mantida em todas as unidades de saúde da capital até o final do mês de dezembro ou enquanto durar o estoque do imunizante.
Como se vacinar contra meningite em Maceió
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que existem três imunizantes no sistema público de saúde que protegem contra a meningite. As vacinas estão disponíveis em todos os postos de saúde a qualquer época do ano, não é preciso esperar a campanha nacional.
Vacina meningocócica (Conjugada) – protege contra a doença meningocócica causada por Neisseria meningitidis do sorogrupo C. Como tomar:
- Crianças a partir de 2 meses recebem duas doses, sendo a primeira aplicada aos 3 meses de idade e a segunda, aos 5 meses. Também são indicadas 3 doses de reforço, sendo uma entre 12 e 15 meses, outra entre 5 e 6 anos e mais um entre 11 e 12 anos de idade.
- Crianças e adolescentes de 10 a 19 anos, caso não tenham recebido a vacina na infância, são recomendadas 2 doses com um intervalo de 5 anos. Caso tenham tomado pelo menos uma dose antes dos 10 anos, é recomendado uma dose de reforço aos 11 anos ou com um intervalo de pelo menos 5 anos após a última dose.
- Entre 20 e 59 anos, apenas uma dose é recomendada e a sua indicação depende da situação epidemiológica.
Vacina pneumocócica 10-valente (Conjugada) – protege contra as doenças causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite. Como tomar:
- Crianças até 5 anos de idade recebem duas doses da vacina, sendo uma aos 2 e outra aos 4 meses, seguidas de um reforço aos 12 meses de idade
Pentavalente – protege contra as doenças causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, como meningite, além de difteria, tétano, coqueluche e hepatite B. Como tomar:
- Crianças a partir de 2 meses de idade recebem 3 doses, que são aplicadas aos 2, 4 e 6 meses. Também pode ser indicado um reforço entre 12 e 18 meses de idade.
Fonte: G1








