A proposta inicial é que os países desenvolvidos seriam responsáveis por financiar o fundo. Mas a União Europeia propôs, nesta sexta-feira (18), que o financiamento venha a partir de uma base ampla de doadores, que não precisam ser necessariamente só os mais ricos, mas também das nações com economias emergentes e altas emissões.
A falta de critérios claros para definir o grupo coloca em dúvida o papel de grandes economias emergentes, como é o caso do Brasil. “Vai ser uma frustração provável, se a gente não chegar ao fim dessa negociação com fundo de perdas e danos, com recursos relevantes e instrumentos eficientes para a aplicação destes recursos”.
A CNN pediu uma resposta da presidência da COP27 sobre a declaração do ministro e aguarda um posicionamento.
Crédito de Metano
O ministro brasileiro assinou um documento, nesta sexta-feira (18), para reforçar a criação de um mercado do crédito de metano, no cenário internacional. A proposta faz parte do Programa Nacional de Redução de Metano de Resíduos Orgânicos, lançado no ano passado, e tem como objetivo agregar valor a projetos de biogás e biometano.
Leite afirmou que o Brasil trata apenas 1,5% de seus resíduos orgânicos e acrescentou que a redução do gás tem grande potencial econômico. “A compensação de emissões, especialmente de metano, trazendo receitas para o Brasil seria uma grande solução para a gente sair de um passivo e transformar aquilo que é tratar o resíduo num ativo”, afirmou.
O metano é o principal gás causador do efeito estufa, depois do dióxido de carbono. O Brasil é um dos mais de 150 países que assinaram o Compromisso Global de Metano, após a COP26, em Glasgow, na Escócia. O acordo pretende reduzir a em 30% a emissão do gás no mundo até 2030.