Embora tenha contribuído pouco para causar a crise climática, a África sofre de maneira desproporcional com os seus impactos. É o que alegam 16 editores das principais revistas biomédicas no continente, que alertam que os danos aos países africanos devem ser de suprema preocupação para todas as nações.
Mais de 250 periódicos científicos em todo o mundo se reuniram para publicar simultaneamente um editorial que convoca líderes mundiais a oferecer justiça climática para a África antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), que acontecerá no Cairo, no Egito, em novembro.
Pela primeira vez, uma quantidade expressiva de periódicos se une em torno de um mesmo alerta, refletindo a gravidade da emergência das mudanças climáticas para o mundo.
Os autores cobram que as nações ricas intensifiquem o apoio à África e aos países vulneráveis para lidar com os impactos passados, presentes e futuros das mudanças climáticas. Os pesquisadores afirmam que a crise climática teve impacto nos determinantes ambientais e sociais da saúde em toda a África, levando a efeitos devastadores na saúde.