O doleiro Dario Messer, apontado como “doleiro dos doleiros”, chegou a confessar à Operação Lava Jato do Rio, em delação, em junho de 2020, que cometeu crimes como lavagem de dinheiro, evasão e associação criminosa. Meses depois, no entanto, a Justiça Federal do Rio de Janeiro absolveu Messer.
O doleiro Dario Messer foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão e ao pagamento de multa no valor aproximado de R$ 2,1 milhões. Messer foi preso em julho de 2019, após ficar foragido desde maio de 2018, quando teve prisão decretada pelo juiz Marcelo Bretas.
À época, foi a delação de outros doleiros que resultou na dele como o principal alvo. Ele foi condenado por “ocultar e dissimular a origem, a natureza, a disposição, movimentação e propriedade de recursos em dólar no exterior, depositados, em decorrência de vendas por fora de pedras preciosas e semipreciosas”. Segundo a sentença, ele ocultou e dissimulou a origem, a natureza, a disposição, movimentação e propriedade de recursos em reais depositados no Brasil em favor de quatro garimpeiros.
Acusações de Dario contra a Globo
Em delação ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro em 2020, o doleiro Dario Messer teria dito que, durante a década de 90, entregava “em várias ocasiões” quantias entre US$ 50 mil e US$ 300 mil a integrantes da família Marinho, revelou o site da revista Veja. À época, durante a edição do Jornal Nacional, a Globo negou as acusações. Segundo o depoimento de Messer na ocasião, publicado pela revista Veja, essas entregas aconteciam duas ou três vezes ao mês, na sede da Rede Globo, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, e eram feitas por um funcionário de sua equipe. O dinheiro seria destinado a Irineu Roberto Marinho e José Roberto Marinho. O doleiro, no entanto, teria dito que nunca se encontrou com integrantes da família Marinho e não teria apresentado provas dos fatos.
Fonte: ivanmauricionoticias.








