O apresentador Tiago Leifert, que comandou o BBB e o programa dominical da Globo antes de sair da emissora, foi ao podcast do comentarista e amigo Rica Perrone, o “Cara a Tapa”, e comentou sobre política, imprensa e sua visão do cenário político do Brasil às vésperas da eleição presidencial.
“Todo mundo que xinga o eleitor do Bolsonaro de idiota, escroto, não sei o que, está ajudando a elegê-lo. Talvez eles não percebam”, disse Leifert, afirmando ainda que há “milhões e milhões de brasileiros quietos”, que estariam fora das redes sociais, e cujas opiniões só serão expostas nas eleições de outubro.
Depois, no programa, Perrone colocou os rostos de Lula e de Bolsonaro numa tela, para que Leifert escolhesse entre os dois. “Tiago Leifert, você tem uma arma na sua cabeça, e você vai ter que escolher entre os dois”, disse o anfitrião do programa. “Pode atirar”, respondeu Leifert. “Para mim não dá, nenhum dos dois”.
Aí, repetiu que acha que há muitas pessoas caladas e diz não achar que “as pesquisas [eleitorais] estejam no caminho certo”, referindo-se à liderança de Lula em levantamentos como o recente do Datafolha, em que o ex-presidente abriu 21 pontos percentuais de vantagem sobre Bolsonaro e manteve a liderança na disputa presidencial com 48% das intenções de voto no primeiro turno, ante 27% do principal adversário.
Pesquisas eleitorais como as do Datafolha aplicam conceitos e técnicas baseados na Teoria da Amostragem. As amostras são representativas da população estudada –neste caso o eleitorado brasileiro com 16 anos ou mais– e selecionadas através de critérios estatísticos, tendo como base fontes oficiais, como IBGE e TSE. O desenho da amostra é obtido a partir de diversos estágios, e a eficácia da metodologia utilizada é comprovada pelo histórico de desempenho do instituto.
Enquanto isso, Leifert diz nem ter certeza se Lula e Bolsonaro se enfrentam num segundo turno. “Tá muito cedo”. Apontando para Bolsonaro disse que ele “foi muito mal”, e, ao apontar para Lula resumiu: “não dá”. “Fez um bom governo em 2002, entendo a figura que ele é, a importância que ele tem para algumas pessoas, mas eu não consigo fazer o malabarismo mental necessário para esquecer tudo que aconteceu nos últimos anos”.








