José Rainha Júnior foi libertado pelo Supremo Tribunal Federal, que não viu no militante político ‘sinais de periculosidade’
A Frente Nacional de Luta e Campo (FNL), comandada por José Rainha Júnior, ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), tornou-se vizinha das Forças Armadas em Brasília. O grupo invadiu uma área pública ao lado do Comando de Defesa Cibernética do Exército, no Largo Norte.
Há divisão dos lotes e até mesmo a presença de uma portaria de madeira, o que sugere uma ocupação profissional.
Apesar de os invasores estarem perturbando os militares, não há nada que a caserna possa fazer. O assunto é de responsabilidade do governo do Distrito Federal, que não obteve sucesso em um operação de reintegração de posse.
Em 2015, o militante foi condenado pela 5ª Vara da Justiça Federal de Presidente Prudente (SP) a 31 anos e cinco meses de prisão pelos crimes de extorsão, formação de quadrilha e estelionato.
Rainha foi investigado pela Polícia Federal na Operação Desfalque, que descobriu um esquema de extorsão de empresas e desvios de verbas para assentamentos rurais. Ele usava trabalhadores vinculados ao MST como massa de manobra para invadir terras e exigir pagamentos de contribuições aos movimentos sociais, segundo o Ministério Público Federal (MPF).
Em 2012, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu libertar o militante político. “Para manter a prisão, é preciso que haja fatos concretos que sinalizem a periculosidade e a possibilidade de que o acusado possa voltar a praticar o crime”, decidiu a ministra Rosa Weber.
Há uma semana, a FNL se tornou vizinha das Forças Armadas em Brasília.








