A Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos foi fundada em 26 de junho de 1865. O prédio, que fica na Praça Dom Pedro II, no Centro de Maceió, chama atenção pela riqueza histórica. O local já foi o palácio onde residiu o Barão de Jaraguá e onde se hospedou Dom Pedro II e D. Tereza Cristina, sua esposa, em 1859, tornando-se o Paço Imperial na época.
Apesar do avanço tecnológico, o espaço é bastante visitado para pesquisas por grupos de estudantes. Quem mantém tudo funcionando é a diretora Mira Dantas. Foi com ela que Gilka Mafra conversou durante sua visita com a equipe do Isso é Alagoas.
Prestes a completar 157 anos de existência, a biblioteca preserva suas características da época da construção do casarão, com três andares, um sotão e 54 cômodos. Atualmente conta com um rico acervo. Além de local de pesquisa, o espaço também recebe muitos visitantes.
“Todo grupo que a gente recebe de estudantes ou de turistas, eles presenciam e vivem um pouco como era antes porque está tudo mantido”, comemora Mira.
No primeiro andar fica o setor de obras raras. São livros tratados com o máximo de cuidado e que tem o manuseio limitado. Mira explica que para classificá-los como raros é preciso seguir algumas normas. “São vários critérios, desde exemplar único, uma editora que não existe mais, até sua estrutura física, que são características visíveis para se estruturar como uma obra rara”.
É preciso cuidado para tocar e folhear as páginas. “Esses livros sofreram um processo de infestação, de seres biológicos que nascem do suor das nossas mãos. Por isso que o acervo de obras raras tem que ser tratado diferenciado dos outros, fechado, o acesso do usuário é mediante solicitação e com uso de luvas”, explica a diretora.
O livro mais antigo do acervo da biblioteca é de 1778. São cartas de navegação de Diogo de Couto, escritor famoso, nascido em Lisboa, filho de nobres e embarcou para a Índia em 1559, na condição de soldado.
Um dos locais que desperta maior curiosidade é o de jornais. Ele é cuidadosamente gurdado por José Guimarães, funcionário há mais de 40 anos da biblioteca. “Posso dizer que é uma relíquia. Vem muita gente de vários lugares atrás desses jornais”.
Nas páginas, a história contada de anos atrás, através das matérias jornalísticas, dos classificados e das atrações do cinema mais tradicional da capital. A direção estuda dar início a um trabalho de recuperação.
A Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos funciona de segunda a sexta-feira, de 9 às 17 horas. No seu entorno existem outros prédios históricos do século XIX que contam a história de Alagoas como a sede da Assembleia Legislativa, a Catedral Metropolitana e o palácio sede do Ministério da Fazenda.
Fonte: G1








