Entregadores de empresas de aplicativos protestaram nesta segunda-feira (14) em Maceió contra a alta no preço da gasolina. Os trabalhadores explicaram que preferem preço mais baixo a ter auxílio-gasolina.
Os manifestantes se concentraram no bairro do Benedito Bentes por volta das 9h e seguiram até a Praça dos Martírios, no Centro. O protesto terminou ao meio-dia.
Quando o aumento do preço da gasolina foi anunciado pela Petrobras, motoristas de Maceió fizeram filas nos postos de combustíveis para abastecer com o preço antigo. Alguns postos anteciparam o aumento para o dia do anúncio, mas o novo preço só passou a valer para as distribuidoras no dia seguinte.
O entregador Lucas Eduardo Matos disse que cerca de 60 trabalhadores participaram da manifestação. Ele explicou que os entregadores precisam abastecer suas motocicletas diariamente e já não conseguem lidar com gasolina mais cara.
“Estamos protestando contra o aumento da gasolina, porque se aumenta a gasolina aumenta tudo, o transporte, a roupa. Nós somos a linha de frente, porque nós nos abalamos primeiro. É algo que a população deveria apoiar”, disse o entregador.
Lucas Matos também disse que a categoria não quer um auxílio-gasolina. Os entregadores preferem preços mais baixos. “Não queremos auxílio gasolina porque o prefeito, o governador podem dar e depois tirar e a gasolina continuar o mesmo preço”, afirma.
O entregador informou que gastavam de R$ 40,00 e R$ 50,00 com o combustível por dia para trabalhar, e com o aumento o valor mínimo para manter o tanque cheio fica entre R$ 50,00 e R$ 60,00.
O fotógrafo Richard Lima também participou do protesto. Ele acredita que um dos impostos que foram o preço da gasolina, o ICMS, deveria ser reduzido. “Eu trabalho todo dia de moto e gasto diariamente também cerca de R$ 50,00 para manter o tanque cheio. Na última vez que enchi o tanque deu R$ 108 mais da metade do valor foi de imposto, isso é um absurdo”, disse.
Fonte: G1








