A provável união entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (que deixou o PSDB e está sem partido) desagradará a cúpula tucana. É o que deixou claro o presidente nacional da legenda, Bruno Araújo, que classificou a iminente parceria eleitoral como “a maior história de incoerência política do Brasil pós-redemocratização”.
“Eu vejo [Alckmin] como alguém que pode até eventualmente virar vice-presidente da República. É algo possível pelo indicativo de pesquisa de opinião de hoje, mas será um vice-presidente que vai carregar a maior história de incoerência política do Brasil pós-redemocratização”, afirmou Araújo em entrevista ao jornal O Globo.
Segundo o líder tucano, o PSDB poderia até dialogar eventualmente com o PT, mas os dois partidos — que polarizaram as disputas presidenciais entre 1994 e 2014 — têm visões antagônicas sobre o melhor caminho para o país.
“Dialogar, conviver e conversar é uma coisa. É fundamental, é civilizado. Validar posições políticas antagônicas é que não tem o nosso respaldo”, criticou Araújo. “Geraldo Alckmin discordou do ponto de vista político, ideológico e de ações do PT durante décadas. Um dia ele acordou com uma compreensão de que tudo que achava estava errado”, completou.








