Milhares de pessoas participaram neste domingo (09) de protestos na Bélgica e na República Tcheca contra medidas impostas pelo governo como forma de impedir o avanço da covid-19. Na Alemanha e na Áustria, as manifestações se concentraram na véspera.
No momento, diversos governos da União Europeia estão adotando medidas de confinamento rigorosas e novas exigências, a fim de forçar um maior contingente de vacinações e de doses de reforço.
Na Bélgica, cerca de 5 mil cidadãos compareceram neste domingo a uma passeata em Bruxelas. Os participantes carregavam faixas criticando a “ditadura da vacina” e expressando descontentamento com a exigência de passaportes vacinais para frequentar bares, restaurantes e eventos culturais.
O protesto foi menor e menos violento do que outros ocorridos na cidade. Foram detidos 11 manifestantes por portarem fogos de artifício. Outros 30 foram presos no fim da passeata, depois que um grupo lançou “projéteis” contra a polícia.
Na capital da República Tcheca, Praga, milhares protestaram no domingo contra a proposta de tornar a vacinação contra o vírus Sars-CoV-2 compulsória para certos grupos etários e profissionais. Muitos na multidão carregavam bandeiras tchecas, alguns entoavam “Liberdade, liberdade!”.
O governo tcheco está estudando obrigar a se vacinarem tanto os maiores de 60 anos quanto pessoal médico, estudantes de medicina, policiais e bombeiros. A medida foi decretada no início de dezembro pelo então primeiro-ministro, Andrej Babis.
Em diversas cidades alemãs ocorreram protestos contra as restrições anticovid, em parte direcionadas à recém-aprovada obrigatoriedade de vacinas para funcionários de hospitais e lares de cuidados especiais. Grande parte das passeatas foi organizada pelo movimento Querdenken 711 (pensamento lateral). Criado na cidade de Stuttgart, desde o início da pandemia ele se opõe aos confinamentos decretados pelo governo.
Viena teve mais um fim de semana de protestos de massa: no sábado, cerca de 40 mil expressaram seu desagrado com os planos de um mandato geral para a vacina contra o coronavírus.
O chanceler federal austríaco, Karl Nehammer, que apresentou teste positivo na sexta-feira, afirmou que pretende manter a obrigatoriedade a partir de 1º de fevereiro.
Fonte: TerraBrasilNoticias








