Um morador de um dos bairros afetados pelo afundamento do solo em Maceió retornou para seu imóvel. O marceneiro Ronaldo Ferreira alega que não vai mais esperar pela indenização que deve ser paga pela Braskem, empresa responsável pela extração de sal-gema, que causou as rachaduras e danos nos cinco bairros atingidos na capital.
“Eu já paguei mais de vinte e tantos mil reais aí, só de aluguel. Fora energia e água. Ninguém está aguentando mais. Decidimos voltar porque a Braskem disse que pagaria em seis meses, já faz um ano e a gente está nessa aí”, disse ele.
A empresa informou que vai se reunir com o morador e, assim que receber os documentos, dará andamento ao processo de indenização.
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Morador de bairro afetado por afundamento do solo em Maceió, retorna para imóvel condenado — Foto: Reprodução Jornal Nacional
Ronaldo é uma das 55 mil pessoas que precisaram abandonar suas residências e seus negócios. Mais de 14 mil imóveis foram condenados no bairros Pinheiro, Bom Parto, Mutange, Bebedouro e Farol. O problema começou após um tremor de terra, sentido pelos moradores em 2018.
A direção da Braskem afirma que, em alguns casos, o processo é mais demorado porque a pessoa não tem documento do imóvel ou está em nome de outra pessoa. Mas que todas os processos serão concluídos até o próximo ano.
A mineradora assinou dois acordos com os Ministérios Públicos Estadual e Federal, além das Defensorias da União e de Alagoas. E concordou em indenizar os moradores, além de pagar mil reais de aluguel temporário por, pelo menos, seis meses. Segundo a empresa, dos mais de catorze mil imóveis que estão na área de risco, 13.991 já foram desocupados. Foram apresentadas 10,7 mil propostas de compensação e 9.041 foram aceitas.
Em novembro de 2021, um novo tremor foi sentido pelos moradores, desta vez causado pelo trabalho de fechamento das cavernas realizado pela Braskem para estabilizar o solo e evitar desmoronamentos.
O apartamento da servidora pública Lúcia Carvalho apresenta fissuras. Ela sentiu os móveis balançarem.
“Eu preciso de medicação para dormir. Porque é muita tensão, é muito medo. É sentimento de descaso”, relatou a moradora.
O imóvel dela está fora do Mapa de Linhas de Ações Prioritárias, um documento que recomenda a realocação dos imóveis e monitoramento constante das áreas com instabilidade.
O vice-presidente da Braskem, Marcelo Arantes, explicou que durante o trabalho para estabilizar o solo podem ocorrer pequenos abalos. E disse que a população não corre perigo.
“ Durante este trabalho que estamos executando naquela região, podem vir a ocorrer microssismos e alguns destes microssismos serem percebidos pelas pessoas. Neste último que aconteceu agora no dia 5 de novembro foi de 1,4 é que foi percebido por algumas pessoas naquela região, mas em nenhum momento colocou em risco a segurança das pessoas e em nenhum momento também qualquer cavidade de extração de sal teve qualquer dano causado nesta extração de sal”, disse ele.
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A Defesa Civil de Maceió informou que segue monitorando a movimentação do solo na região afetada.
“Estamos monitorando, em qualquer momento que a gente julgue que os dados mostrem um aumento da área de risco, a gente é claro que vai fazer o nosso trabalho, que é avisar a população e tomar as devidas providências”, disse Aberlardo Nobre, coordenador do órgão.








