O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou na quinta-feira 28, uma nova versão, bem mais enxuta, de seu pacote de investimentos na rede de proteção social americana e em medidas contra a mudança climática.
Dos US$ 3,5 trilhões (quase R$ 20 trilhões) previstos, o pacote encolheu para cerca da metade — ainda não há um número oficial, mas a imprensa americana fala em um valor perto de US$ 1,8 trilhão.
O pacote inclui várias medidas para ajudar a classe média e ações contra a mudança climática. No entanto, vários de seus itens centrais foram deixados de lado.
Mesmo após meses emperrado no Congresso, não há garantias de que o plano vá avançar. Biden há meses enfrenta resistência de dois senadores democratas à direita, Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, e Kyrsten Sinema, do Arizona.
Agora, em função dos cortes, pode desagradar também à ala esquerda do partido. Se um só dos senadores do partido se opuser à lei, ela não tem como ser aprovada.
Ontem 28, Biden embarcou para a Europa, onde, no fim de semana, participa de uma cúpula do G-20 em Roma, na Itália. Na semana que vem, vai a Glasgow, na Escócia, participar da Conferência do Clima da ONU, aonde não pretende chegar sem ter uma política interna para apresentar. Ele atrasou a viagem para ir ao Congresso buscar apoio ao pacote.








