Alagoas recebe 7.020 doses da vacina da Pfizer/BioNTech nesta segunda-feira (3). O Ministério da Saúde diz que todo o estoque do imunizante deve ser utilizado para aplicar a 1ª dose em pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, e pessoas com deficiência permanente, mas estados e municípios têm autonomia para seguir com estratégias locais.
A reportagem questionou a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió se a recomendação será seguida, mas ainda não recebeu resposta. Em abril, a aplicação da 2ª dose da vacina CoronaVac foi suspensa por duas vezes por causa da falta de estoque.
Na última sexta (30), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) havia informado que só divulgaria os novos grupos que serão vacinados com a Pfizer após a chegada do imunizante ao estado.
Em nota técnica divulgada nesta manhã, o Ministério da Saúde orienta que o intervalo entre as duas doses do imunizante seja de 12 semanas (3 meses). Já a bula do fabricante diz que o imunizante deve ser aplicado em um “intervalo maior ou igual a 21 dias entre a primeira e a segunda dose”. Em janeiro, Pfizer e BioNTech disseram não haver evidências de que a primeira injeção continuou a funcionar por mais de três semanas.
A vacina da Pfizer, que foi desenvolvida pela empresa alemã de biotecnologia BioNTech, exige um armazenamento diferente das vacinas CoronaVac e AstraZeneca, que vêm sendo aplicadas no Brasil. Para receber os lotes, o Programa Nacional de Imunização de Alagoas (PNI/AL) informou que preparou a estrutura necessária de acondicionamento.
Para garantir o prazo máximo de validade a partir da data de fabricação, a vacina precisa estar congelada e acondicionada em um freezer de ultrabaixa temperatura, que varia de -80°C a -60°C. Dessa forma, o imunizante da Pfizer pode ser administrado em até seis meses.
Já os imunobiológicos produzidos no Brasil podem ser acondicionados a uma temperatura entre 2°C e 8°C, com a validade da CoronaVac chegando a 12 meses, a partir da data de fabricação, e a da AstraZeneca sendo de até seis meses, a partir da data de fabricação.
Segundo a Sesau, o Ministério da Saúde informou que está em andamento um processo de compra de 183 freezers de ultra baixa temperatura para encaminhar aos estados. A previsão de entrega do primeiro lote é em junho.
Fonte: G1








