O meia Gabriel, de 30 anos, chegou ao CSA em novembro e, aos poucos, vai se enturmando. Atuou até agora em oito partidas e tem a confiança do técnico Mozart. Foi até indicado por ele.
Baiano de Salvador, Gabriel tem gosto pela cultura. Não deixa passar uma boa leitura e costuma cantar baixinho as músicas do cearense Belchior.
Ele deu até dicas de leitura e de canção para a torcida do CSA.
– Eu não sou muito de assistir filme, mas a indicação do livro é um que eu ganhei de um amigo. “Abusado” , do Caco Barcellos, eu adorei. É um livro muito bom, sobre o que acontece no tráfico no Rio de Janeiro. Na música, eu sou fã do Belchior, que foi um fenômeno. Tem umas músicas dele que eu gosto, mas a que indico pode ser “Tudo Outra Vez”.
A música indicada por Gabriel fala justamente sobre a saudade de casa, um sentimento comum entre os jogadores de futebol. Nas festas de Natal, o CSA teve uma pausa no calendário, e Gabriel pôde reencontrar a família na Bahia.
– Foi um ano totalmente atípico. Essa pausa foi de extrema importância, eu mesmo estava há um mês sem ver meu filho, sem ver minha esposa, e isso dói. Eles ficaram em Curitiba e agora tão em Salvador. É muito difícil você ficar um mês, seu filho pequeno, sua esposa, você tem saudade, mas é nosso trabalho. Costumo dizer que a nossa vida é cigana, o jogador está em todo lugar, toda hora, mas fazendo o que ama, o que é importante. Essa parada pra ver a família foi de extrema importância pra retomar o gás, até porque a batida vai ser forte em janeiro, muitos jogos, e temos que aproveitar da melhor forma.
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Gabriel, meia do CSA — Foto: Augusto Oliveira/Ascom CSA
Nessa vida cigana, ao longo da carreira, Gabriel jogou no Bahia, no Flamengo e no Sport. Ano passado, foi contratado pelo Kashiwa Reysol e atuou no Japão, do outro lado do mundo. Em 2020, antes de acertar com o CSA, disputou 18 partidas pelo Coritiba.
Gabriel treinou nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro no Nelsão e está concentrado para o jogo deste sábado. O duelo do CSA com o Sampaio Corrêa está marcado para as 16h30, no Rei Pelé.
Trecho de “Tudo outra vez”, de Belchior
Há tempo, muito tempo
Que eu estou
Longe de casa
E nessas ilhas
Cheias de distância
O meu blusão de couro
Se estragou
Fonte: GloboEsporte








