A Polícia Civil concluiu o inquérito policial que investigou a morte de uma mulher trans conhecida pelo nome social Joana D’Arc, que foi assassinada com sete tiros na cidade de Rio Largo, região metropolitana de Maceió. Segundo as investigações, a vítima era envolvida com venda de drogas ilícitas e facção criminosa. O inquérito será encaminhado ao Judiciário. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14).
De acordo com a polícia, Joana D’arc foi morta, porque estava levando drogas ilícitas do Conjunto Antônio Lins, onde residia, para serem comercializadas no Conjunto Jarbas Oiticica, residenciais que ficam situados às margens da BR-104.
A polícia também informou que há uma disputa territorial entre esses dois conjuntos habitacionais e que a vítima foi estimulada pela influência de facções criminosas rivais, o que teria causado sua morte.
O crime aconteceu no dia 25 de outubro deste ano. As investigações apontam ainda que Joana D’arc foi vista pelo criminoso saindo de casa, oportunidade na qual ele a perseguiu montado em uma bicicleta e fez disparos de revólver calibre 38 contra ela.
O delegado Lucimério Campos, titular da Delegacia de Homicídios de Rio Largo, disse que o autor dos disparos, que não teve a identidade revelada, se apresentou à polícia acompanhado por advogado e foi interrogado.
“Questionado sobre o crime, o investigado usou o direito constitucional ao silêncio. Ao final, foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e por meio que impossibilitou a defesa da vítima.”, afirmou o delegado.
Fonte: G1








