A Defesa Civil de Maceió vai entregar ao Ministério Público uma versão atualizada do Mapa de Ações Prioritárias com a ampliação das áreas de monitoramento dos bairros de Maceió afetados por rachaduras provocadas pela exploração de sal-gema. A versão 4 do mapa foi divulgada nesta sexta-feira (11).
De acordo com a Defesa Civil, foram inseridos no mapa 1.417 novos lotes dos bairros de Bebedouro (áreas do Flexal de Cima e Flexal de Baixo) e do Farol, que precisam ficar sob monitoramento. Em relação à realocação dos lotes, a Defesa Civil informou que 580 estão concentrados em área já monitorada.
A atualização recomenda ações para as áreas afetadas pela instabilidade, que atinge com maior gravidade os bairros Pinheiro e Mutange, de onde milhares de famílias já foram retiradas de suas casas. O problema também afeta o bairro do Bom Parto.
Victor Azevedo, engenheiro civil do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta de Defesa Civil (Cimadec), e um dos responsáveis pela atualização do mapa, explicou como é feito trabalho de atualização.
“O Mapa tem como finalidade identificar regiões que estão sofrendo danos e que há necessidade de realocação e, ao mesmo tempo, se antecipar em verificar regiões que podem vir a apresentar algum tipo de dano no futuro. O acréscimo de áreas se deve ao monitoramento contínuo da região e o refinamento no entendimento dos efeitos da subsidência e seus possíveis danos na área”, explicou o engenheiro da Defesa Civil.
A versão 3 havia sido atualizado no dia 29 de setembro. Nele, os órgãos técnicos recomendaram a realocação de 1.706 imóveis que se encontram em Bebedouro.
Diferentemente das versões anteriores, o mapa 4 identifica as áreas por criticidade (00 – realocação e 01 – monitoramento) e não mais por setores de danos, uma vez que grande parte da área afetada já está desocupada.
“Esse novo Mapa tem apenas duas cores, identificando a criticidade 00 com o verde cítrico, que é a área de realocação. E a área de monitoramento como verde escuro, de criticidade 01. A intenção é facilitar o entendimento e objetivar as ações prioritárias para as áreas”, informou o geógrafo da Defesa Civil, Walber Gama.
Fonte: G1








