Cresceu 30,4% a parcela da população de Alagoas em situação de extrema pobreza, ou seja, que vive com renda de R$ 151 por mês. A informação é da Síntese de Indicadores Sociais, com dados de 2019, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2012, 11,5% da população viviam nesta situação, mas esse número aumentou para 15% em 2019. A definição de extrema pobreza segue a linha internacional fixada pelo Banco Mundial.
Esse índice já foi maior. Em 2018, por exemplo, eram 17,2% em situação de extrema pobreza. Mas a redução de um ano para o outro, de apenas 12,8%, ainda deixa o estado longe do patamar registrado no início da década.
O levantamento também revela que o percentual de pessoas em Alagoas vivendo em situação de pobreza (com renda de R$ 437 por mês) caiu entre 2012 e 2019, passando de 48,8% para 47,2%, mas ainda atinge quase metade da população do estado.
A variação da população em situação de pobreza foi mais tímida, apenas -3,3%, e quase não foi diferente do que o registrado em 2018, quando eram 48,4% da população.
Brancos recebem mais que pretos ou pardos
O IBGE divulgou também que, em Alagoas, a população branca ganha cerca de 37,4% mais do que a preta ou parda, o que equivale ao recebimento de uma renda mensal de trabalho de R$ 1.828 e R$ 1.330, respectivamente.
Em Maceió, capital de Alagoas, a diferença é de 56,8%, com um rendimento médio de R$ 2.531 para os brancos e R$ 1.614 para pretos ou pardos.
Dois anos sem trabalho e procurando emprego
A pesquisa também revelou que das 172 mil pessoas desocupadas em Alagoas em 2019, era maior a parcela das que estavam sem trabalhar há dois anos (34,3%).
12,4% estavam por até um mês nessa condição; 39,1% estavam por mais de um mês e menos de um ano; e 14,2% dos alagoanos estavam de um ano a menos de dois anos.
Pessoas com ensino superior completo recebem mais por hora de trabalho
No mesmo ano, 1,033 milhão de pessoas estavam ocupadas. Entre elas, 36,7% não tinham instrução ou tinham apenas o ensino fundamental incompleto; 14% tinham ensino fundamental completo ou médio incompleto; 33,5% tinham ensino médio completo ou superior incompleto; e 15,8% possuíam ensino superior completo.
Os trabalhadores que tinham o ensino superior completo recebiam, em média, R$ 21 por hora de trabalho. Já aquelas com ensino médio completo ou superior incompleto ganhavam R$ 9,1 e as pessoas com ensino fundamental completo ou médio incompleto recebiam R$ 6,7.
Os trabalhadores sem instrução ou com fundamental incompleto ficaram na última faixa, chegando a receber, em média, R$ 5,8 por hora, ou seja, mais de três vezes menos em relação aos que tinham ensino superior completo.
Fonte: G1








