A contratação de jogadores estrangeiros divide opiniões no futebol. Há quem goste de trabalhar com os gringos, mas há também quem dê prioridade aos atletas brasileiros.
No Nordeste, alguns treinadores, enxergam o clima como o maior desafio para os jogadores de fora do país. Mas há quem pense diferente.
Técnico do CRB, Marcelo Cabo falou com o GloboEsporte e opinou quais as maiores dificuldades para os estrangeiros se adaptarem ao futebol em uma das regiões mais quente do país.
– Claro que o futebol geográfico influencia, mas eu acho que ele não é um fator preponderante de sucesso ou insucesso do atleta. Claro que quando a gente consegue um jogador estrangeiro que já está adaptado ao Brasil, mesmo em outra região, é mais fácil a adaptação – comentou, apontando o que mais atrapalha o desempenho dos gringos.
– Eu trabalhei muito tempo fora do Brasil e acho que são coisas que afligem no computo geral: a cultura e a comunicação. Esses são fatores que dificultam para o atleta.
A questão climática eu não vejo como um problema. As duas situações mais preponderantes são cultura e comunicação, com a socialização também. Isso é muito problemático.
Perguntado se gosta de trabalhar com jogadores estrangeiros, Cabo respondeu rapidamente:
Eu não olho para passaporte, jogador não tem passaporte! Ou ele é bom, ou não é.
Mas o técnico do Galo deixou claro que a preferência é comandar atletas nacionais.
– Eu gosto de priorizar o futebol brasileiro em toda sua essência. Se eu puder optar por um jogador brasileiro, vou optar. A minha prioridade é trabalhar com jogador brasileiro.
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Marcelo Cabo aprovou a contratação do argentino Diego Torres — Foto: Mac Cavalcante / GloboEsporte
Apesar da preferência, Marcelo Cabo disse que nem sempre o mercado oferece as melhores condições. Neste caso, a saída é observar os times de fora.
– Às vezes, você está com uma dificuldade de mercado e você tem que buscar fora. Mas, repito, a minha prioridade é o futebol brasileiro. Eu acho que o futebol nacional tem essa demanda de todas as divisões ou até jogadores de estaduais.
O Brasil é um país continental, então temos demanda de jogadores em todos os lugares do país.
Ele também justificou porque o CRB decidiu dar oportunidade ao argentino Diego Torres.
– Eu trouxe o Diego Torres porque ele está há dois anos no futebol brasileiro, está adaptado. Na verdade, o Diego não vem de fora, ele vem da Chapecoense. Quando eu trouxe o Jonatan Gómez para o CSA, ele já tinha dois anos de São Paulo. Então é um jogador que já está adaptado culturalmente ao futebol brasileiro.
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Argentino Diego Torres é o único estrangeiro no elenco do Galo — Foto: Diego Torres/Arquivo pessoal
Fonte:GloboEsporte








