A mais nova guerra política envolvendo o governo de Jair Bolsonaro aprofunda a crise que o Brasil atravessa nesse momento, já tendo em mãos uma batalha contra a pandemia de coronavírus.
A demissão do ex-ministro Sérgio Moro do Ministério da Justiça e suas acusações envolvendo o presidente elevam ainda mais a tensão política do país e contribuem para piora econômica, que já estava combalida.
Em contato com o Gospel Prime, líderes evangélicos comentaram os acontecimentos desta fática sexta-feira e lamentaram o episódio.
O bispo Robson Rodovalho afirma que Bolsonaro foi “firme e coerente” em seu pronunciamento. Para ele, “Sérgio Moro fez um grande serviço ao Brasil”, mas não poderia se “sobrepor ao presidente da República”.
Rodovalho enfatiza que o presidente foi eleito para conduzir a nação e “precisamos de sua liderança, especialmente em momentos como esse”.
O deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), líder da Frente Parlamentar Evangélica, lamentou a forma como o ministro deixou o governo e afirmou que o “Brasil perde muito e o governo também”.
Uma fonte ligada à bancada afirmou que há uma parte da base incomodada com a forma como o Planalto vem conduzindo a política e demonizando o parlamento. Eles se ressentem de não serem tratados à altura do apoio que oferecem ao palácio.
Já Carlito Paes, pastor sênior da Igreja da Cidade, destaca que o pronunciamento do líder da nação “não respondeu bem às questões” levantadas pelo ex-juiz da Operação Lava Jato e que diante do pedido do presidente sobre a exoneração de Valeixo, “Moro não teve alternativa senão renunciar”.
“Perde o governo, perde o país”, lamenta Paes. “Agora ficará ainda mais difícil para o governo e a população fica com mais dúvida”, completa.
Conclui dizendo que “muitos oportunistas, que não tem compromisso com a nação, ganham espaço”.
Fonte:GospelPrime








