Com uma média salarial que não ultrapassa R$ 1,5 mil, a maior parte dos trabalhadores em Alagoas tem o sexto pior rendimento médio país. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (6).
O rendimento médio é, de acordo com a pesquisa, a categoria principal de avaliação da desigualdade e distribuição financeira do mercado de trabalho.
Neste quesito, Alagoas fica bem abaixo do rendimento médio nacional, que corresponde a salários acima de R$ 2 mil, e só supera os rendimentos médios de outros cinco estados do Nordeste: Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia e Paraíba.
Neste cenário de desigualdades de rendimentos médios, a pesquisa aponta que a diferença entre os salários mais alto e mais baixos no país pode chegar a variações em torno de 18 vezes, dependendo de critérios que vão desde ocupação do trabalhador a escolarização, cor e gênero.
10% abaixo da linha da pobreza
Ao considerar os critérios do Banco Mundial para avaliar a quantidade de pessoas vivendo na miséria, que é quem tem acesso a menos de US$ 1,90 por dia, o levantamento revela que 10% da população alagoana estavam abaixo da linha da pobreza em 2018.
Além disso, mais de 40% da população possui rendimento inferior a US$ 5,50, o que considerado pobreza monetária.
Estes fatores, segundo o IBGE, limitam acessos a serviços básicos como educação, saúde, alimentação, transporte e segurança.
Trabalho e emprego
Outro ponto avaliado pelos pesquisadores do IBGE que também se apresentou negativo para Alagoas foi a taxa de trabalhadores informais.
Nesta variação, Alagoas apresentou percentual de 48,6% de pessoas atuando no mercado informal no ano passado, um valor maior que o registrado em 2012, quando eram 47,8% nesta situação.
fonte: G1








