Do início da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza em 10 de abril até as 15h desta terça-feira (7), Alagoas alcançou 50,38% do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe ( H1N1; H3N2 e influenza B). Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) com base nos números do Programa Nacional de Imunização (PNI). A meta do Ministério da Saúde é que pelo menos 90% do grupo prioritário de 744. 917 pessoas no estado seja vacinado até o fim da campanha, no dia 31 de maio.
O grupo prioritário é composto por pessoas consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Casos de gripe
Até abril, Alagoas registrou 10 casos confirmados de gripe H1N1, um subptipo da Influenza, com a confirmação de uma morte pela doença.
Segundo o Ministério da Saúde, em todo o Brasil, até 20 de abril, foram registrados 427 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza, com 81 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no país é o vírus influenza A (H1N1) pdm09, com 213 casos e 55 morte.
A vacina em Alagoas está disponível desde o dia 10 de abril nos postos de saúde. E em Maceió, há também postos volantes no Maceió Shopping, no Parque Shopping, no Shopping Pátio Maceió, no Walmart e na Carajás Home Center.
A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió informou que os idosos acamados que não podem ser levados para tomar a vacina contra a gripe podem ser atendidos em casa. Veja como solicitar o serviço.
De acordo com a Sesau, em Alagoas, a cobertura vacinal atingiu:
- 66,64% das puérperas (3.956 delas);
- 58,72% das gestantes (21.219);
- 53,18% dos idosos (149.170);
- 52,41% das crianças de seis meses a menores de seis anos (154.449);
- 52,02% dos povos indígenas (6.165);
- 45,59% dos portadores de doenças crônicas (51.238);
- 49,41% dos trabalhadores da saúde (36.703);
- 41,58% dos professores (117.264).
A assessoria técnica do PNI em Alagoas, Denise Castro, disse que a campanha está tendo adesão da população. Ela explicou que a imunização dos grupos prioritários reduz os riscos de transmissão da doença.
“O Ministério fez um levantamento epidemiológico e com a imunização de todos os grupos prioritários o risco está caindo consideravelmente”, disse Denise Castro.
Ela também disse que Alagoas está conseguindo superar todas as metas dos grupos prioritários. E que ultrapassar a meta de vacinação é considerado um sucesso. Mas alertou que quem ainda não está imunizado não deixa de tomar a vacina.
“Mesmo com este número significativo, é necessário que o público-alvo compareça, até o dia 31 deste mês, ao posto de saúde mais próximo de sua casa para tomar a vacina e se proteger, já que os vírus podem matar, se não forem tomadas as devidas precauções”, destacou a assessoria do Programa Nacional de Imunização em Alagoas.
O Ministério da Saúde informou que a cobertura vacinal do público-alvo da campanha em todo o Brasil chegou em 45% (26,9 milhões de pessoas).
De acordo com o Ministério, os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que são pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.
A vacina produzida para 2019 protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: H1N1, H3N2 e Influenza B.
Quem deve tomar a vacina contra a gripe:
- Crianças de seis meses a menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias);
- Gestantes em qualquer idade gestacional;
- Puérperas (no período de até 45 dias pós-parto). Nesse caso, é preciso apresentar documento que comprove a gestação, como a certidão de nascimento, cartão da gestante ou documento do hospital onde ocorreu o parto);
- Pessoas com 60 anos ou mais. É preciso apresentar documento de identificação com foto;
- Trabalhador de saúde. Todos os ativos dos serviços públicos e privados, nos diferentes níveis de complexidade, devem apresentar comprovação, como crachá, contracheque atualizado ou declaração do estabelecimento de saúde;
- Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. É preciso apresentar prescrição médica especificando a patologia e o motivo da indicação da vacina ou receita médica atualizada;
- Professores das escolas públicas e privadas, que estão na ativa. É preciso apresentar comprovação, como contracheque atualizado, crachá ou declaração do estabelecimento de ensino;
- Povos indígenas;
- Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas;
- População provada de liberdade e funcionários do Sistema Prisional.








