“Todas as semanas nos reunimos para mensurar nosso atendimento e avaliar o perfil dos casos atendidos. Com isso, verificamos que vários estupros, ocorridos desde novembro passado, tinham sempre um modo padrão e sistemático, com a figura de um homem com as mesmas características físicas, que abordava vítimas preferencialmente em dois bairros, conduzindo-as para o mesmo local, apresentando o mesmo comportamento e utilizando o mesmo veículo”, relatou Camille Wanderley, coordenadora da RAVVS.
A investigação – De posse das informações repassadas pela Sesau, os investigadores da PC iniciaram as investigações e chegaram até o ex-servidor da Câmara Municipal de Maceió. Apesar de negar a autoria dos crimes, ele foi reconhecido pelas vítimas que foram ouvidas pela delegada Ana Luíza Nogueira.
De acordo com a Polícia Civil, nove mandados de prisão contra o acusado foram emitidos e cumpridos na segunda-feira (15). Em seguida, ele foi levado ao Complexo de Delegacias Especializadas (Code), onde realizou os procedimentos necessários está preso à disposição da Justiça.
A Rede – Criada em outubro de 2018, a RAVVS presta assistência a mulheres, homens e as Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer ou Questionadores e Intersexo (LGBTQI+) vítimas de violência sexual. Em menos de seis meses já foram atendidas 361 pessoas, sendo 331 mulheres.
O serviço oferece assistência multidisciplinar em saúde, com transporte entre os pontos de atenção, 24 horas por dia, de domingo a domingo. A Rede pode ser acessada através do telefone 0800 284 5415 e atua integrada com os órgãos de segurança pública, a exemplo do Instituto Médico Legal (IML) e delegacias.
Atualmente, a RAVVS tem desenvolvido atividades com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), capacitando educadores para que desenvolvam estratégias que criem uma cultura de respeito pela mulher e pelos LGBTQI+ nas escolas alagoanas. “A parceria também tem como propósito orientar os professores e diretores para que detectem quando uma criança ou adolescente apresente comportamento que pode ser consequência de um abuso sexual e, consequentemente, possam acionar a RAVVS para prestar assistência”, salientou Camille Wanderley.
fonte: Agência Alagoas








