Só recentemente o congresso nacional descobriu que o sistema de cotas para mulheres na política era facilmente fraudado com um esquema de “candidaturas laranjas”, apenas para cumprir a meta mínima necessária e desviar a parcela do fundo destinada à cota. Com isso, no primeiro mês de funcionamento do Legislativo já foram apresentados projetos que visam combater o desvio de recursos a partir de candidaturas de fachada.
Quem apresenta o primeiro é o senador Major Olimpio (PSL), propondo o fim do fundo eleitoral – que por lei deve destinar 30% dos recursos para campanhas femininas, segundo resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O deputado federal Kim Kataguiri também tem proposta para acabar não só com o fundão eleitoral, mas também com o fundo partidário. “É imoral a quantia gasta para manter os partidos no Brasil”, justifica ele.
Outro projeto, apresentado pelo senador Angelo Coronel (PSD), é acabar completamente com as cotas femininas. “Parto do princípio de que as mulheres querem ter igualdade com os homens. Se querem igualdade, não precisa ter cota”, diz Coronel.
A proposta de Coronel tem, inclusive, o apoio de mulheres no congresso. “Sou contra qualquer tipo de estipulação de cotas, seja para questões de raça, de ‘opção’ sexual, de gênero. Penso que as cotas, antes de incluir, excluem. São preconceituosas”, afirma a senadora Selma Arruda (PSL). “Se não temos mulheres suficientes porque elas não se interessam ainda, por questão cultural, não será impondo cotas que nós vamos conseguir”, completa.
fonte: MBL/Último Segundo – iG.








