A nova política de preços para os combustíveis praticada pela Petrobras a partir de julho do ano passado – com reajustes praticamente diários – provocou retração nas vendas de gasolina e do óleo diesel em Alagoas. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre julho de 2017 e março deste ano, a venda de gasolina tipo C nos postos alagoanos recuou de 351,706 milhões de litros (vendidos entre julho de 2016 e março de 2017) para 335,813 milhões de litros comercializados de julho de 2017 a março deste ano – uma retração de 4,51%.
Somente no primeiro trimestre deste ano, a venda da gasolina nos postos alagoanos registrou queda de 7,25% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Naquele período, foram vendidos no Estado 118,024 milhões de litros, contra 109,468 milhões nos três primeiros meses deste ano.
A retração nas vendas também atingiu o diesel, que registrou um desempenho 4,39% menor no primeiro trimestre deste ano, na comparação com os três primeiros meses de 2017. De acordo com os dados da ANP, foram comercializados no Estado 91,436 milhões de litros do combustível nos três primeiros meses deste ano, contra 95,642 milhões de litros no primeiro trimestre de 2017.
A alta de preços justifica a retração nas vendas desses dois combustíveis. No dia primeiro de julho de 2017, quando passou a valer a nova política de preços instituída pela Petrobras, o valor médio da gasolina comercializada em Alagoas era de R$ 3,734, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Menos de um ano depois, o litro do combustível está sendo vendido, em média, por
R$ 4,599 – um aumento de 23,16%.
Já o preço do diesel, que no mês de instituição da nova política de preços era comercializado nos postos do Estado por R$ 3,020 em média, está sendo vendido atualmente por R$ 3,784 em média – um aumento de 25,30%.
A mudança na política de preços dos combustíveis passou a ser adotada pela Petrobras no início de julho nas refinarias. Desde então, os preços da gasolina e do diesel estão sendo alterados, às vezes, de um dia para o outro. A estatal afirma que a ideia é repassar com maior frequência as flutuações do câmbio, do petróleo e, com isso, permitir “maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo”, dando condições de competir “de maneira mais ágil e eficiente”.
Ontem, assessores do governo federal reconheceram que o reajuste diário ficou “insustentável” num ambiente de turbulências no mercado financeiro por causa da instabilidade nos cenários externo e interno.
Enquanto isso, após nove dias do anúncio da redução do valor do litro do diesel em todo o País, só agora a queda no preço é observada em alguns postos de combustíveis da capital alagoana. No entanto, a diminuição ainda é abaixo do previsto pelo governo federal, que é de R$ 0,46.
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sidicombustíveis-AL), James Thorp, ainda esta semana os alagoanos devem sentir no bolso a redução no preço do diesel na bomba. Alguns postos de combustíveis de Maceió já começam a baixar o valor nas bombas, mas os outros só devem fazer o mesmo quando se livrarem da carga superfaturada, adquirida durante a greve dos caminhoneiros.
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