Os trabalhadores, que são da cidade de Murici, em Alagoas, denunciaram ontem, dia 21, ao Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) que estariam sendo obrigados a trabalhar de forma escrava numa fazenda de café. Segundo eles, a proposta de trabalho ofertada dava direito a alojamento, material de trabalho, alimentação, remuneração diária de até R$100 e carteira assinada, o que não aconteceu.
Ao chegar no local de trabalho, os trabalhadores alagoanos se depararam com uma estrutura precária onde tinham que dormir no chão e com condições de higiene inexistentes. Além da falta de infraestrutura, os funcionários também não receberam as compras feitas anteriormente para seu consumo e uso pessoal.
Infringindo as leis trabalhistas, além de passar fome os trabalhadores também denunciaram que não utilizavam artigos de proteção a exemplo de luvas e botas.
Indignadas com a falta de respeito os trabalhadores levaram as insatisfações à gerência da fazenda que, segundo eles, os levou para a cidade de Itabela e os deixou lá sem dar nenhum tipo de explicação.
Equipes da Assistência Social do município deram suporte e em seguida os funcionários formalizaram a denúncia junto ao MPT da unidade de Eunápolis sendo a denúncia confirmada após visita dos especialistas ao local de trabalho.
Os alagoanos devem estar retornando para Murici nesta quarta-feira, dia 23.
*Com Bahia Dia a Dia








