A seis meses do primeiro turno das eleições, parlamentares tucanos tentam dar caráter pessoal ao julgamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), realizado nesta terça-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF). Membros do partido buscam tratar o assunto como algo particular do senador mineiro e querem separar a sigla do episódio.
A Primeira Turma do STF decidirá se torna Aécio Neves réu pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o tucano de receber ilicitamente 2 milhões de reais do empresário Joesley Batista, oriundos do grupo J&F, e de atrapalhar as investigações em torno da Operação Lava Jato.
“Quando você fala de um companheiro, bate uma tristeza, agora eu tenho o meu posicionamento de que a Justiça seja feita: para condenar ou para absolver. É isso que eu espero. Eu vejo que é um julgamento fora do partido, é uma coisa pessoal (dele). Ele (Aécio) está tendo toda liberdade de fazer sua defesa”, disse o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO).
O mesmo argumento é lançado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que deve ser o candidato do partido ao governo do Maranhão. “Temos que separar o público do privado. Esse assunto é particular do Aécio, o que nos deixa em situação de dificuldade dada a relação que temos com ele. (O episódio) não foi nada com a atividade legislativa dele, o papel como senador”, afirmou Rocha.
Rocha e Ataídes se reuniram mais cedo com o pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, na sede do partido em Brasília. Eles negaram que tenham tratado do assunto como ex-governador de São Paulo.
Os tucanos já dão como certo que Aécio se tornará réu hoje como forma de “compensação” junto à opinião pública, por causa da condenação em segunda instância e da prisão do ex-presidente Lula. O partido, entretanto, diz que isso não representa um grande problema para a legenda.
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