A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (10) a reconstituição do assassinato da arquiteta Maria Alice Soares dos Anjos, de 74 anos, encontrada morta em casa, no Sítio Histórico de Olinda. “Baixinha”, como era conhecida, morreu no dia 13 de maio, assassinada por seu jardineiro, Renato José da Silva, que confessou o crime e disse tê-lo praticado por medo que a vítima denunciasse furtos que ele praticava contra ela.
A reprodução simulada do crime foi realizada na Rua Treze de Maio. De acordo com a polícia, o objetivo da reconstituição, que foi acompanhada por dois advogados do suspeito, é esclarecer alguns pontos da dinâmica do crime para, eventualmente, enquadrar Renato em mais crimes contra Maria Alice, que era uma das fundadoras do bloco carnavalesco “Eu acho é pouco”.
Renato, de 28 anos, afirmou aos policiais que a vítima teria medido forças com ele, por ter resistido à agressão no momento do assassinato. Renato também confessou ter utilizado, sem autorização, o carro da vítima e ter subtraído seus bens inúmeras vezes, para custear dívidas pelo consumo de drogas.
De acordo com a delegada responsável pelo inquérito policial, a reprodução simulada é realizada principalmente para “rechaçar” a possibilidade de uma terceira pessoa ter participado do crime.
“Até agora, ele tem colaborado com o inquérito e, na reprodução, fez tudo como havia dito em depoimento. A reprodução é feita mais no sentido de eliminar a possibilidade de um coautor do homicídio, seja instigando ou auxiliando Renato. Ele teve a prisão temporária decretada e tenho até o dia 20 de abril para concluir o inquérito e encaminhar ao Ministério Público, que é o titular da ação penal. Após essa reprodução, com o laudo em mãos, podemos pedir a prisão preventiva”, disse.








