Dois dos três ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram atingidos por tiros, segundo pessoas que estavam dentro dos veículos. Os ônibus teriam sido alvos dos disparos quando deixaram a cidade de Quedas do Iguaçu, e seguiam para Laranjeira do Sul, ambas no Paraná. Segundo os relatos, o veículo que levava jornalistas convidados pela comitiva tem a marca de um tiro na lataria e ainda uma espécie de arranhão no vidro que teria sido provocada pelo projétil que ricocheteou. Ninguém saiu ferido.
O outro ônibus, ainda segundo o PT, apresenta a marca de um tiro na lataria, pouco abaixo das janelas. O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, informou que telefonou para o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, cobrando providência a respeito do episódio. O ônibus que transporta Lula não foi atingido.
Logo depois de discursar numa universidade em Laranjeira do Sul, o ex-presidente seguiu até a garagem para onde os veículos foram levados.
— Se pensam que com isso vão acabar com a minha disposição de brigar, estão enganados — disse Lula durante discurso a militantes em universidade de Larajeiras do Sul.
O PT informou que registrará um boletim de ocorrência e também pedirá perícia nos veículos. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, classificou de “emboscada” o ato contra os veículos da caravana.
— Queriam atingir o presidente Lula. Foi uma emboscada, uma tentiva de homicídio — disse Gleisi.
Segundo Antonio Soares, motorista que dirigia o ônibus com os jornalistas, assim que o ônibus foi atingido todos pensaram se tratar de uma pedrada. Ele contou ainda que, em seguida, verificou que dois pneus também foram furados por um objeto cortante.
A comitiva tem viagem marcada esta noite para Curitiba.
No Twitter, no pefil @Lula pelo Brasil, o ex-presidente diz que a caravana “está sendo perseguida por grupos fascistas. Já atiraram ovos, pedras. Hoje deram até um tiro no ônibus”.
O ministro da Segurança, Raul Jungmann, disse que vai conversar ainda hoje com o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), para pedir atenção às investigações sobre o ataque.
— Vou pedir (ao governador) exatamente que existam cuidados adicionais. E também falo sempre com a Polícia Rodoviária Federal. Nós não podemos admitir confrontos. É absolutamente anti-democrático e é preciso ter respeito — disse Jungmann.
O Globo








