A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta quarta-feira teve que ser interrompida pela presidente da corte Cármen Lúcia, após bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Luis Barroso.
O clima esquentou quando Mendes fazia críticas a posição do tribunal de vedar o financiamento privado nas campanhas. Ao exemplificar a questão, o ministro usou como exemplo uma decisão anterior que teve Barroso como relator. Na ocasião, foi revogada prisão de cinco médicos que atuavam em uma clínica de aborto.
Gilmar, em sua fala, ainda disse que, por vezes, a corte tem a mania de mudar votos para formar maioria e classificou isso como “manobra” e relembrou o caso do aborto. Neste momento, ele foi interrompido por Barroso que o chamou de “pessoa horrível” e afirmou que Gilmar “envergonha o tribunal”.
A presidente do STF, Cármen Lúcia, ao perceber que os ânimos estavam além da conta, suspendeu a sessão, mas nem isso foi suficiente para acalmar os ministros. “Presidente, eu estou com a palavra e continuo, presidente. Continuo com a palavra, presidente, eu continuo com a palavra. Presidente, eu vou recomendar ao ministro Barroso que feche seu escritório, feche seu escritório de advocacia”, disse Gilmar.
Estado de Minas








