A Anistia Internacional Brasil pede que seja feita uma “investigação imediata e rigorosa “do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite desta quarta-feira na região central do Rio. A entidade emitiu uma nota no início da madrugada desta quinta-feira, frisando que “não podem restar dúvidas a respeito do contexto, motivação e autoria” do crime.
Marielle Franco foi morta a tiros na esquina das ruas Joaquim Palhares e João Paulo I. Policiais da Divisão de Homicídios (DH) que investigam o caso acreditam que os responsáveis pelo crime já sabiam o lugar exato que a parlamentar ocupava dentro do carro: no banco traseiro à direita. Nenhum pertence foi levado. A principal linha de investigação é a de execução.
“O Estado, através dos diversos órgãos competentes, deve garantir uma investigação imediata e rigorosa do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro e defensora dos direitos humanos Marielle Franco”, diz a Anistia Internacional.
“Marielle Franco é reconhecida por sua histórica luta por direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e moradores de favelas e periferias e na denúncia da violência policial. Não podem restar dúvidas a respeito do contexto, motivação e autoria do assassinato de Marielle Franco. #JustiçaParaMarielle”, relata a organização.
OAB-RJ TAMBÉM PEDE APURAÇÃO RIGOROSA
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Felipe Santa Cruz, também exigiu uma “apuração rigorosa e imediata” do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista na noite desta quarta-feira, segundo comunicado da instituição emitido pouco após o carro onde estavam ter recebido vários tiros.
“A OAB/RJ não vai descansar enquanto os culpados não forem devidamente punidos. Os tiros contra uma parlamentar eleita e em pleno cumprimento do mandato atingem o próprio Estado democrático de Direito”, afirmou Santa Cruz.
“Assim que tomou conhecimento dos bárbaros assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Pedro Gomes, ocorridos na noite desta quarta, no bairro do Estácio, região central do Rio, o presidente da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, entrou em contato com a Chefia de Polícia para cobrar uma imediata e rigorosa apuração do crime”, afirma a nota.
O Globo








