A ação da Polícia Federal (PF) que investiga comissionados fantasmas nos gabinetes da Assembleia Legislativa de Alagoas está causando uma quebra de braço entre deputados e delegados. Severino Pessoa (PPS), um dos investigados declarou, por meio de nota encaminhada à imprensa que os agentes estão “midiatizando a situação”.
De acordo com a defesa do deputado, a primeira solicitação de investigação foi feita há uma semana, antes da data marcada para o depoimento do parlamentar. “O deputado Severino Pessoa, ao reiterar o pedido de cópia do inquérito, não se negou a prestar esclarecimentos. Ele requer o agendamento para data posterior à entrega da aludida cópia”, afirmou o procurador-geral fiógenes Tenório Júnior.
A defesa ainda disse que antes mesmo do horário do novo depoimento, marcado para as 16h30 desta segunda-feira, Severino Pessoa solicitou um novo prazo. “Ainda no campo da ampla defesa, conforme preceitua a mencionada Súmula Vinculante do STF, o deputado alertou para o possível abuso de autoridade a anunciada solicitação de condução coercitiva para midiático indiciamento, uma vez que tais informações já foram repassadas e publicadas pela imprensa”.
O delegado da PF, Daniel Silvestre por meio de nota encaminhada pela assessoria de comunicação também se posicionou sobre o assunto.
“A PF informa que houve o deferimento do acesso aos autos e concessão de cópias ao interessado. Ocorre que, quando tentado contato com o procurador geral da Assembleia Legislativa – que é também advogado do investigado em questão – este não atendeu às ligações do órgão policial. Enfim, os autos estão à disposição do requerente para que possa exercer seus direitos assegurados por lei”.
Além de Severino Pessoa, outros 10 parlamentares são alvos do investigação: Antônio Albuquerque (PRTB), Marcelo Vitor (PTB), João Beltrão (PRTB), Marcos Barbosa (PPS), Edval Gaia (PSDB), Severino Pessoa (PPS), Dudu Hollanda (PSD), Olavo Calheiros (PMDB), Isnaldo Bulhões (PDT), Cícero Cavalcante (PMDB) e Cícero Ferro (PRTB) .








