O Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual (MPE) concedeu entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (30), para apresentar detalhes da operação que resultou na prisão, semana passada, do ex-prefeito de Girau do Ponciano, Fábio Aurélio. O montante movimentado com o esquema, em propina e notas frias, ultrapassou R$ 1 milhão.
Segundo o promotor, Carlos David Lopes, uma das empresas investigadas é a RR Distribuidora, que, sozinha, teria emitido R$ 609 mil em notas relativas à compra fictícia de medicamentos para o município, com 10% deste valor sendo repassado, em forma de propina, para o ex-prefeito.
O esquema se concentrou na empresa que, segundo o MPE, destinava-se exclusivamente à emissão de notas fiscais frias, com o Gecoc desvendando o suposto esquema após acordo de delação premiada com os empresários investigados.
A ação também envolveu outras pastas, a exemplo da Educação. A operação apreendeu, ainda, documentos da Nativa Construtora, que teria faturado, em apenas três municípios do Sertão alagoano, mais de R$ 7 milhões. Sediada em Jacaré dos Homens, esta empresa participou de diversas licitações para vários tipos de serviço, sem, contudo, oferecer mão de obra ou equipamentos para a execução do contrato.








