A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou, nesta quinta-feira (21), um pedido para que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) suspenda a ação da Lava Jato no qual o petista é acusado de receber propina da Odebrecht, enquanto os advogados não tiverem acesso à “prova secreta”.
Segundo os advogados de Lula , tal prova secreta se refere ao conteúdo dos documentos encontrados nos sistemas Drousys e My Web Day , utilizados por funcionários do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como o setor da propina, para a realização de pagamentos não-contabilizados.
“A situação claramente viola a garantia constitucional do direito de defesa e a isonomia das partes no processo (paridade de armas)”, informou os advogados. A defesa questionou ainda a idoneidade dos documentos oriundos do acordo de leniência da Odebrecht.
Além do acesso aos documentos, a defesa pede ainda a nulidade da perícia que será feita no material para que outra seja realizada, “com a oportunidade de apresentação de quesitos após conhecermos o documento”. Os advogados também afirmam que a maioria das testemunhas ouvidas no caso inocentou o ex-presidente das acusações.
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