Depois de 93 dias de paralisação, os professores da rede de ensino de Arapiraca, reunidos em assembleia, decidiram pelo retorno ao trabalho. A categoria reivindicava 7,64% de reajuste, mas aceitou os 2,33%, retroativos a abril, oferecidos pela prefeitura municipal.
O ano letivo, que deveria ter começado em fevereiro, só foi iniciado em maio, devido a problemas na aquisição da merenda e necessidade de obras em escolas que já tinham sido reformadas em 2016.
“Mesmo com o retorno das aulas, o ano letivo só deve acabar em abril ou maio do ano que vem. Não vou conseguir matricular meu filho, que está no 9º ano, nem em uma escola do Estado e nem mesmo em uma particular, porque as aulas terão começado há muito tempo. Provavelmente ele terá que esperar o outro ano para poder começar o Ensino Médio”, afirmou Cristiane Maria de Lima Santos.
De acordo com informações do próprio prefeito Rogério Teófilo (PSDB), o movimento estava enfraquecido nas últimas semanas e 80% dos professores já havia retornado às salas de aula. O enfraquecimento da mobilização aconteceu porque, pelo segundo mês consecutivo, a prefeitura cortou o ponto dos grevistas.








