Rejeitada a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), a Câmara dos Deputados e o Senado Federal se dedicarão, nesta semana, a retomar a votação de reformas propostas pelo governo do peemedebista.
Uma das pautas a serem tocadas com prioridade pela Câmara dos Deputados será a reforma política . Isso porque, no plenário da Casa, os deputados devem votar medidas provisórias com velocidade, afinal, elas têm data de validade.
Segundo José Guimarães (PT-CE), apesar do resultado favorável para a base governista na votação a respeito da denúncia contra Temer, a oposição saiu fortalecida do processo.
Para Guimarães, a base está dividida e não tem condições para aprovar reformas de peso, como a da Previdência, e a oposição continua mobilizada para impedir a aprovação das reformas.
“A reforma da Previdência já está enterrada. A única reforma que vamos concentrar é a política. Vamos trabalhar para aprová-la na primeira quinzena de agosto”, disse Guimarães.
Enquanto isso, o líder do DEM, Efraim Filho (PB), defendeu que a Casa retome a pauta econômica e priorize as reformas. “As condições de governabilidade são um grande desafio agora. Temos que retomar temas como a segurança pública, a reforma tributária e a agenda econômica. Construir maioria para o futuro vai depender do poder de convencimento junto à sociedade”, disse Efraim.
O líder democrata destacou que a reforma política deve ser votada até o início de outubro para que possa valer para as próximas eleições.
“Existe o prazo de 7 de outubro para que as modificações sejam feitas. A reforma é desejada, porque o atual modelo político está exaurido e esgotado, precisa ser reformulado, e temos os próximos dois meses para providenciar essas mudanças”, afirmou o líder do DEM na Câmara.
IG








